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Outubro Rosa

Em julho de 2016, aos 39 anos, durante o banho, percebi um nódulo no meu seio esquerdo, e depois de exames e uma biópsia veio o resultado, estava com câncer maligno na mama. E foi um dos momentos mais marcantes…

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Outubro Rosa

Em julho de 2016, aos 39 anos, durante o banho, percebi um nódulo no meu seio esquerdo, e depois de exames e uma biópsia veio o resultado, estava com câncer maligno na mama. E foi um dos momentos mais marcantes dessa minha trajetória que estava só iniciando, porque ainda hoje quando pensamos em câncer, pensamos em morte, e para mim não foi diferente, mas eu tinha duas opções, ou ficava me questionando o porquê e desistia ou eu seguia em frente para vencer essa batalha, e foi o que eu fiz, mas não foi fácil. Logo começaram as quimioterapias e com isso a queda de cabelo, outro momento muito impactante , porque sempre fui e ainda sou muito vaidosa e meu cabelo é uma das minhas referencias e ficar careca não estava nos planos e o mais difícil ainda foi como contar para minha filha, que na época tinha somente 5 aninhos. No dia que raspei meu cabelo e cheguei em casa, ela fugiu e disse que aquela não era a mãe dela, foi realmente um dos momentos mais difíceis onde tive vontade de desistir , mas meu oncologista sempre dizia, “se você for atropelada na rua e morrer , não terá chance de lutar , mas hoje você tem a escolha” e com certeza eu escolhi viver, alias quero viver muito ainda.

Em março de 2017, fiz a cirurgia, infelizmente as quimioterapias não conseguiram eliminar o nódulo e tive que fazer mastectomia total, além disso, depois da retirada do seio, durante um ano precisei tomar mais uma medicação injetável, pois meu tipo de câncer era muito agressivo e poderia voltar rapidamente. Fiz naquele mesmo ano fiz a reconstrução mamária e ano passado à reconstrução do mamilo e atualmente além dos exames periódicos tomo uma medicação oral diariamente contra o câncer.

Durante todo o tratamento, além da equipe médica que me acompanhou e na qual confiei totalmente, tive todo o apoio da empresa onde trabalho, a qual sou muito grata, apoio da família e principalmente dos meus amigos, inclusive durante todo o tratamento fiz várias novas amizades, isso foi muito importante no meu tratamento, porque como coloquei no início não foi nada fácil, além das reações das medicações, da perda do cabelo, da retirada de um seio, que uma das partes mais sensuais para uma mulher, eu perdi minha mãe , ela também ficou doente no mesmo período , mas infelizmente ela não resistiu a doença e faleceu. E meus amigos foram extremamente importantes nessa fase, para que eu não desistisse e continuasse a lutar e querer viver.

Pode parecer contraditório, mas hoje sou grata, não pela doença, mas das lições e do aprendizado que ela me deu, passei a ver a vida de forma diferente e mais simples, de ser feliz com as pequenas alegrias e apesar das dificuldades do dia a dia, sou positiva e alegre. Minha fé em Deus sempre foi minha base e agradeço todos os dias pela vida. E sempre que posso, gosto de contar minha história, de compartilhar, de falar sobre o câncer de mama, porque ele é sim, uma realidade e levando um pouco da minha experiência, acredito que consigo ajudar quem esta passando pela doença, levando palavras de carinho e entusiasmo pela vida.

A mensagem que deixo para todos e principalmente para as mulheres, cuidem-se! Mudei muito minha alimentação, os exercícios fazem parte da minha rotina, mas algo que não mudou, é conhecer meu corpo, por isso, toquem –se, conheçam seu corpo, foi assim que descobri a doença e consegui me curar a tempo.

E para finalizar, não posso deixar de mencionar, que meu cabelo voltou e de presente vieram lindos cachos ruivos, que antes eram totalmente lisos.

Por Raquel Schmitt