Estados contratam estudo para contrapor a União

CONCESSÃO FERROVIÁRIA

Estados contratam estudo para contrapor a União

Contrato foi homologado pelo BRDE, com investimento de R$ 5,4 milhões. Objetivo é formatar uma versão alternativa para a proposta de divisão da Malha Sul

Estados contratam estudo para contrapor a União
Contrato completo de execução terá prazo de 24 meses. (Foto: Felipe Neitzke)
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Na semana em que o governo federal sustenta a continuidade do edital para reformular o modo de concessão da Malha Sul, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) homologa o resultado da licitação que escolheu o consórcio responsável por elaborar o estudo contratado pelos estados do Sul.

Conforme o secretário dos Transportes, Clóvis Magalhães, o estudo avaliará o projeto federal e indicará outros modelos para a rede ferroviária. Com investimento de R$ 5,4 milhões, a contratação ocorre enquanto o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) preparam a nova concessão. A proposta federal divide a Malha Sul em três corredores independentes: Paraná-Santa Catarina, Mercosul e Rio Grande.

Os estados contestam o fatiamento e defendem uma rede integrada. O argumento é que a separação pode concentrar o interesse privado nos trechos com maior retorno e reduzir a capacidade de financiar linhas menos rentáveis. A União sustenta que a divisão amplia a atratividade dos lotes e admite recursos públicos nos corredores com resultado financeiro insuficiente.

Primeira etapa em cinco meses

O contrato completo terá prazo de 24 meses, mas as principais análises começam a ser entregues antes. O edital determina 50 dias para a comparação com experiências internacionais. Depois, mais dois meses para o diagnóstico da rede e 90 dias para o estudo das cargas atuais e potenciais.

A avaliação do projeto federal deverá ficar pronta em até 150 dias, com perspectiva de entregar o documento em fevereiro de 2027, mês previsto para o encerramento da concessão atual.

O trabalho examinará trechos em operação e desativados, estado de conservação, capacidade, custos, fretes, demanda por cargas e conexão com os portos. Também avaliará direito de passagem, participação de diferentes operadores, material rodante, fontes de financiamento e alternativas de contrato.

O escopo considera a chamada Malha Sul Ampliada. Além do RS, de Santa Catarina e do Paraná, inclui Mato Grosso do Sul e as conexões entre as cadeias produtivas, ferrovias e portos dos estados.

Olhar da região

No Vale do Taquari, a discussão alcança a Ferrovia do Trigo e as condições para a operação do Trem dos Vales. O desenho da concessão poderá definir responsabilidades pela conservação da linha, possibilidade de transporte de cargas e regras para o uso turístico dos trilhos.

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