O 2º Encontro de Carros Antigos superou o número de inscritos da primeira edição e reuniu, neste sábado, 12, cerca de 310 veículos e contou com a presença de colecionadores, moradores e visitantes de diferentes municípios do Rio Grande do Sul. Além de colocar em evidência carros históricos e preservar a memória do automobilismo, o encontro teve uma finalidade solidária: as inscrições foram feitas por meio de Pix e destinadas ao tratamento de Leo, criança de Santa Clara do Sul diagnosticada com atrofia muscular espinhal (AME) tipo 2.
Segundo Joni Assmann, integrante da organização, o resultado representa um avanço em relação à primeira edição. “O dia colaborou. Deu uma pequena intempérie, de chuvisqueiro, mas superou as expectativas e ultrapassou o nosso segmento, que foi a primeira edição. Estamos muito contentes com o que aconteceu hoje durante o dia”, afirmou.
Entre os veículos expostos estava um Ford de 1929, um dos exemplares que mais chamou a atenção dos visitantes. “Nós temos esse carro que é um 29 e, com certeza, tivemos a oportunidade de conhecer o proprietário. É um exemplar que temos aqui na nossa cidade e que muita gente vem com curiosidade para ver o que é um carro 29”, destacou Assmann.
A programação também reuniu participantes de outras regiões do Estado. Para o organizador, a presença de visitantes de diferentes municípios reforçou o caráter de encontro e, ao mesmo tempo, ampliou a mobilização em torno da campanha. “Tivemos muitas pessoas visitando Mato Leitão de diversos lugares do Rio Grande do Sul. A gente está muito contente mesmo com o que aconteceu hoje. Estamos maravilhados”, disse.
Paixão que atravessa gerações

Foto: Maira Schneider
Entre os colecionadores presentes estava Henrique Harth, que levou ao encontro um Ford 1929, um Ford Landau e um Omega Suprema. O Ford recebeu o reconhecimento de veículo mais antigo da exposição.
Harth afirma que o interesse por veículos começou ainda na infância e permaneceu ao longo dos anos. “Desde criança sempre gostei de caminhão, motor, carro, moto, enfim. Agora estou focando um pouco mais em carros antigos. Na família são poucos que gostam de carro e eu fui um dos filhos e netos que gostam. E eu sigo. Acho uma coisa interessante”, relatou.
A experiência profissional em oficina mecânica também contribuiu para a relação com os automóveis. “Sempre lidei com oficina mecânica muitos anos e hoje não mais, mas está no sangue. Então eu faço meus carros a jeito, faço funcionar. É uma folia sair para passear com a família. Isso é muito legal”, contou.
Um dos veículos expostos tem ainda um significado pessoal para o colecionador. O Landau foi comprado após um período de tratamento de saúde vivido pela família. “Eu comprei ele justamente para trazer de alta a minha filha e minha esposa, que a gente estava passando por um procedimento de saúde. Na alta, eu comprei esse carro para buscar elas, para ser um marco. Ficou marcado”, explicou.
Além dos veículos levados ao encontro, Harth mantém outros exemplares na coleção. “Eu tenho mais um Chevrolet 1926 e mais uma Ford Coupé 1946. Eles estão funcionando, todos funcionando. Inclusive, eu vim rodando com eles hoje”, afirmou.
Solidariedade
A causa de Leo foi incorporada à programação como uma forma de associar o encontro de colecionadores a uma mobilização em benefício da criança. A AME tipo 2 é uma doença genética que afeta os neurônios motores e pode comprometer movimentos, respiração e alimentação.
Para Assmann, a participação do público também representou uma oportunidade de contribuir com a campanha. “As pessoas vieram colaborar, as pessoas vieram ajudar para que isso possa ocorrer fantasticamente”, afirmou.
O encontro encerrou a segunda edição com a expectativa de continuidade. A organização já trabalha na preparação de uma nova programação para o próximo ano, com a intenção de ampliar o evento.
“Já temos novos objetivos, novas ideias para que a terceira edição possa ser superior a essa aqui”, afirmou Assmann.
