A escola de futebol Estrelas do Futuro, de Estrela, em parceria com a escola CFM, de Encantado, proporcionou uma experiência internacional a atletas do projeto durante a última semana. A delegação viajou para Posadas, na Argentina, onde disputou uma competição de base e vivenciou uma rotina de convivência, disciplina e integração cultural.
A saída ocorreu na noite de segunda-feira, 20, com retorno na manhã de sábado, 26. Ao todo, a delegação reuniu 115 pessoas, entre atletas, comissão técnica, pais, mães e cozinheiros que acompanharam os jovens durante a viagem.
Além da participação nos jogos, os atletas ficaram alojados em escolas municipais da cidade argentina. Cada participante levou colchão, roupas de cama e materiais de higiene, o que exigiu organização e responsabilidade ao longo da semana. A rotina incluiu horários para dormir e acordar, cuidados com a limpeza dos espaços, banhos e organização dos pertences, reforçando valores importantes para a formação pessoal dos jovens.
Segundo o professor Beto Gewehr, do Estrelas do Futuro, esse convívio faz parte da formação dos atletas. “Este tipo de alojamento proporciona aos meninos viver uma semana de acampamento. Regras como limpeza, horário para dormir e acordar, tomar banho e organizar os materiais precisam estar alinhadas. Isso também faz parte do processo de formação”, destaca.
No aspecto esportivo, a campanha foi marcada por bons resultados. Das sete equipes participantes, o Sub-14 conquistou o vice-campeonato da Série Ouro, o Sub-13 ficou com o vice da Série Prata, o Sub-12 foi campeão da Série Bronze, o Sub-11 terminou com o vice da Série Ouro, o Sub-10 conquistou os títulos das Séries Ouro e Bronze, e o Sub-9 sagrou-se campeão da Série Bronze.
Para Gewehr, disputar uma competição na Argentina representa muito mais do que buscar resultados dentro de campo. “Jogar na Argentina tem um significado muito importante para os atletas. A bagagem cultural, ter que se comunicar em outra língua, manusear outra moeda e enfrentar outro estilo de jogar futebol é um aprendizado muito valioso para a continuidade da vida deles”, afirma.
O professor ressalta ainda que a experiência deixou vontade de voltar. “Segundo o relato dos próprios atletas, ano que vem tem de novo. Esse é o maior sinal de que a viagem cumpriu seu papel, tanto no esporte quanto na formação pessoal dos meninos”, conclui.
