A interdição total da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum, não deve comprometer a participação do Juventude, de Guaporé, na Copa Certel Sicredi. Mesmo com o bloqueio da principal ligação entre o Vale do Taquari e a Serra, o clube já definiu rotas alternativas e mantém o planejamento para a disputa da competição.
O presidente do Juventude, Ricardo Cecon, o Rico, afirma que a situação é acompanhada de perto, mas não preocupa a direção neste momento. “Por enquanto está tudo conforme o planejamento. Temos duas rotas alternativas e os indicativos são de que tudo vai dar certo”, destaca.
No último domingo, Cecon percorreu pessoalmente os caminhos que poderão ser utilizados pela equipe. Segundo ele, a rota entre Roca Sales e Muçum segue viável para ônibus e veículos leves, enquanto o tráfego de caminhões pesados será desviado por Anta Gorda.
“Fiz esse trajeto no domingo. Hoje já não há mais o problema dos caminhões, porque eles serão retirados dessa rota. Ônibus e carros pequenos vão passar por Roca Sales e Muçum. O percurso aumenta apenas três ou quatro quilômetros e é um trajeto bem tranquilo. Acredito que não mudará nada no nosso planejamento”, explica.
O dirigente ressalta que o clube também possui um plano de contingência caso ocorram novas restrições. “Se acontecer de não dar certo, temos o caminho por Anta Gorda. Sobe pelo Jacarezinho, em Encantado, segue até Anta Gorda e chega a Guaporé. Não aumenta a quilometragem, apenas muda o percurso. É um trecho com mais aclives, mas bem tranquilo”, afirma.
Jogos mantidos
Na primeira fase da Copa Certel Sicredi, o Juventude fará três partidas em casa, diante de Gaúcho, de Progresso, Brasil, de Marques de Souza, e Canabarrense, de Teutônia.
Como visitante, a equipe encara Minuano, de Canudos do Vale, Cruzeiro, de Cruzeiro do Sul, e Poço das Antas, de Poço das Antas.
Entenda a interdição
A ponte sobre o Rio Guaporé, no km 82 da ERS-129, entre Encantado e Muçum, foi interditada por tempo indeterminado após equipes técnicas da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) identificarem rachaduras em um dos quatro pilares que sustentam a estrutura.
De acordo com a estatal, o pilar afetado apresentou danos considerados graves, comprometendo a segurança da travessia. A EGR decretou estado de prioridade para acelerar a contratação emergencial da empresa responsável pela recuperação da ponte.
A avaliação detalhada da estrutura ocorre com auxílio de uma balsa e, após a contratação da empresa e a elaboração do projeto executivo, a previsão é de que as obras sejam concluídas entre 30 e 45 dias. Até lá, motoristas precisam utilizar rotas alternativas para os deslocamentos entre o Vale do Taquari e a Serra Gaúcha.
