Coleção da Copa iniciada em 1994 atravessa gerações em Estrela

DO TETRA À BUSCA PELO HEXA

Coleção da Copa iniciada em 1994 atravessa gerações em Estrela

Primeiro álbum foi completado aos 14 anos. Três décadas depois, Guilherme Barth divide com esposa e filhos a paixão pelas figurinhas, pelo futebol e pelas lembranças que acompanham cada Mundial

Coleção da Copa iniciada em 1994 atravessa gerações em Estrela
Fotos: Daniély Schwambach
Estrela

O álbum da Copa do Mundo de 1994 continua guardado entre as lembranças mais especiais de Guilherme Rupp Barth. Foi naquele ano, aos 14 anos, que o estrelense completou a primeira coleção de figurinhas de um Mundial. O Brasil conquistava o tetracampeonato e o futebol ocupava as ruas, as conversas e a rotina de milhares de brasileiros.

Trinta e dois anos depois, aos 46, o cirurgião-dentista segue acompanhando cada edição da competição. O que mudou foi a companhia. Hoje, a tradição é compartilhada com a esposa, Steli Locatelli Barth, de 40 anos, e com os filhos Athos, de 12, e Bruno, de nove, que ajudam a manter viva uma paixão iniciada ainda na adolescência.

A relação com as figurinhas começou antes mesmo dos álbuns da Copa. Apaixonado pelo futebol e torcedor do Grêmio desde pequeno, Guilherme frequentava bancas de revista em busca de coleções do Campeonato Brasileiro. Com a chegada do Mundial de 1994, decidiu completar o primeiro álbum da Copa. A experiência marcou tanto que se transformou em tradição. “Eu sempre gostei muito de futebol. Naquela época a gente comprava figurinhas nas bancas e fazia coleção do Campeonato Brasileiro. Depois vieram os álbuns da Copa. O primeiro que completei foi o de 1994 e aquilo ficou marcado porque o Brasil acabou sendo campeão”, recorda.

Lembranças de uma Copa inesquecível

Entre todas as edições acompanhadas ao longo da vida, a Copa de 1994 ocupa um espaço especial na memória do estrelense.

Ele lembra das ruas decoradas, das pessoas reunidas em frente às televisões e da mobilização que tomava conta das cidades durante os jogos da Seleção. “Era um clima diferente. As pessoas viviam muito a Copa. As ruas eram pintadas, muita gente parava para assistir aos jogos e o Brasil realmente mobilizava todo mundo. Quando veio o título, foi uma festa enorme”, conta.

As recordações daquele período continuam preservadas. Além do álbum de 1994, Guilherme mantém guardados materiais ligados ao esporte, entre eles um álbum de Fórmula 1 de 1989, lembranças relacionadas a Ayrton Senna e uma fita VHS com todos os gols da campanha do tetracampeonato. “São coisas que sobreviveram ao tempo. Quando a gente pega esses materiais na mão, acaba lembrando de muita coisa que viveu naquela época”, afirma.

Uma paixão compartilhada

Com o passar dos anos, a coleção deixou de ser apenas um hobby individual e passou a fazer parte da rotina da família. A esposa, Steli, acompanha os jogos, participa dos momentos de troca de figurinhas e ajudou a transformar a Copa em um evento esperado dentro de casa. O envolvimento aumentou ainda mais quando Athos e Bruno passaram a colecionar.

Os dois começaram a montar álbuns durante a Copa de 2022. Desde então, participam de encontros de troca, levam as figurinhas para a escola e acompanham de perto a missão de completar cada coleção.

Atualmente, faltam cerca de 70 figurinhas para finalizar o álbum de 2026. “Eles gostam muito. Fazem trocas com os colegas, participam dos encontros e sempre chegam em casa contando o que conseguiram. É legal ver eles criando as próprias lembranças”, destaca a mãe.

Além das figurinhas, o futebol também faz parte do cotidiano dos irmãos, que praticam esporte e acompanham as partidas ao lado dos pais.

Muito além dos álbuns

Na residência da família, os álbuns dividem espaço com camisas, fotografias e recordações do Grêmio. Sócio do clube, Guilherme já acompanhou partidas dentro e fora do Rio Grande do Sul e guarda diversas lembranças relacionadas ao time.

Mas, quando fala sobre as Copas do Mundo, ele acredita que os álbuns representam algo maior. “O mais importante não são as figurinhas. O que fica são os momentos vividos em família, as conversas, as trocas e as lembranças que a gente constrói junto. Isso vale mais do que qualquer álbum completo”, afirma.

Mais de três décadas depois daquele primeiro álbum montado em 1994, a coleção continua crescendo. Não apenas pelas figurinhas coladas nas páginas, mas pelas histórias compartilhadas entre gerações de uma mesma família.

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