Estrela inicia obras da nova Emef Léo Joas e anuncia ampliação da rede

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Estrela inicia obras da nova Emef Léo Joas e anuncia ampliação da rede

Construção deve ser concluída em até 12 meses; município projeta dez novas unidades para atender o crescimento da cidade

Estrela inicia obras da nova Emef Léo Joas e anuncia ampliação da rede
Máquinas trabalham no terreno da nova Escola Leo Joas, no Bairro das Indústrias. A obra tem investimento de R$ 4,5 milhões e prazo de 12 meses para conclusão. (Foto: Daniély Schwambach)
Estrela

As máquinas começaram a trabalhar nesta sexta-feira, 24, no terreno onde será construída a nova Escola Municipal de Ensino Fundamental Leo Joas, no Bairro das Indústrias. A obra representa um marco na reconstrução de Estrela e na recuperação da identidade comunitária da região, uma das mais atingidas pelas enchentes de 2024.

Com investimento de R$ 4,5 milhões, valor da proposta vencedora da licitação, viabilizado por financiamento junto ao Banco do Brasil, a nova estrutura será erguida na esquina das ruas João Inácio Sulzbach e Henrique Uebel, fora da área de risco e com tecnologia industrializada. O prazo contratual de execução é de 12 meses, e a empresa Xingu Lajes é a responsável pela obra, sob fiscalização da equipe técnica da prefeitura e do engenheiro Rodrigo Bruxel.

Símbolo da reconstrução

A Leo Joas foi a maior escola fundamental de Estrela e uma das mais impactadas pelas cheias. A perda do prédio original mobilizou professores, pais e alunos, que pediram a manutenção da escola no próprio bairro. O secretário de Educação, Paulo Sehn, destaca o valor simbólico do retorno.

“É uma notícia que emociona. Tivemos a maior escola de ensino fundamental completamente destruída, e hoje as máquinas no pátio representam o início de uma nova etapa. O bairro pediu que a Leo Joas continuasse nas Indústrias, e assim será. Devolvemos à comunidade o que ela mais queria: identidade e pertencimento”, afirma.

O novo prédio terá 1,4 mil metros quadrados de área construída, 12 salas de aula, laboratório, sala multiuso, refeitório e espaços com acessibilidade. O local atenderá cerca de 500 alunos, atualmente realocados na Emef Odilo Afonso Thomé, no bairro Imigrantes.

Antigo prédio ganha novo uso

O prédio original da escola, atingido pela enchente, será preservado e adaptado para novas atividades. O espaço dará lugar a um Centro de Acolhimento e Aprendizagem, com oficinas, atividades de contraturno e ações de convivência comunitária.

O restabelecimento parcial da antiga Leo Joas está orçado em R$ 283.490,65, valor proveniente quase integralmente da Defesa Civil Nacional, com pequena contrapartida do município a ser definida na etapa final da execução.

“Havia uma ordem de demolição, mas conseguimos reverter. A Defesa Civil Nacional autorizou o uso do recurso que seria destinado à demolição para reformar o prédio. É um exemplo de transformar o limão em limonada”, explica Sehn.

União pela reconstrução

O secretário ressalta o envolvimento da comunidade e da administração municipal na retomada. “A prefeita Carine manteve diálogo constante com as autoridades e empresários, e a comunidade participou ativamente da limpeza do terreno. É um esforço coletivo para devolver esperança a quem mais sofreu”, comenta.

A expectativa é de que os alunos retornem à nova escola no segundo semestre de 2026, marcando o reencontro da Leo Joas com o bairro onde surgiu. “Mais do que uma construção, é o resgate da história de um bairro que foi devastado, mas que não perdeu a vontade de recomeçar pela educação”, reforça Sehn.

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