Empresário promete ajudar a reconstruir capela no bairro Carneiros

Lajeado

Empresário promete ajudar a reconstruir capela no bairro Carneiros

A água destruiu a Capela Nossa Senhora dos Navegantes, erguida no local mais alto do Bairro Carneiros. A cruz ficou em pé.

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Empresário promete ajudar a reconstruir capela no bairro Carneiros
Foto: Andreia Rabaioli

Da capela Nossa Senhora dos Navegantes, no Bairro Carneiros, em Lajeado, sobrou a cruz, intacta às chuvas. Resiste acima dos escombros e da montanha de tijolos, deixados pela enxurrada. Um terneiro morto foi parar próximo ao símbolo, e começa a gerar mau cheiro.

O encarregado de obras da prefeitura de Lajeado, Rudimar Reis, garante que o animal será enterrado ainda nesta segunda-feira, antes de os urubus começarem a revoar o local. A capela é símbolo de fé dos moradores e para que as procissões não desapareçam, fieis e empresários vão reerguer a estrutura.

O empresário Everaldo Reginatto, proprietário do Atacado ABC, possuí clínica, e chácara no Bairro Carneiros. A cheia destruiu a estrutura veterinária, mas ele conseguiu salvar 30 cavalos. Promete, junto com a comunidade, reconstruir a capela. “Essa igreja é muito importante para os moradores. Vamos arrecadar o que for necessário”. Moradores mais antigos se mobilizam para adiantar o processo de reconstrução.

Cruz resiste

Inaugurada em 1959, a capela atraia 400 pessoas nas procissões de fevereiro, que reverenciavam a santa dos Navegantes. Construída no local mais alto da localidade, a água se aproximou do pórtico, na enchente de 2023. Os moradores não imaginaram que elas pudessem evoluir de forma impressionante e levaram os pertences, para os protegerem da chuva. De nada adiantou.

“Não sobrou nada, só sobrou a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes e da capela em nossas mentes”, salienta Denise Sandri Labres, filha de um dos fundadores da capela. Nesta segunda, ela enfrentou o lamaçal e verificou de perto a destruição.

Pelo menos cinco casas próximas à capela foram levadas. O encarregado de Obras Rudi mar Reis acredita que das 30 residências da localidade, 20 foram destruídas. Ele achou uma pequena cruz revirada entre os escombros e vai fazer a entrega aos vizinhos. “Esta vai ficar como relíquia da comunidade”.

Duas escavadeiras hidráulicas abrem acessos na Rua Pedro Ruschel Sobrinho, principal via de acesso à igreja que não existe mais. A abertura é importante para reduzir o atoleiro e dar chance de as famílias transitarem.

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