Construtora aguarda saída de famílias para concluir reforma de escola

ARROIO DO MEIO

Construtora aguarda saída de famílias para concluir reforma de escola

Atrasos na obra levantam polêmica entre construtora e prefeitura

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Construtora aguarda saída de famílias para concluir reforma de escola
Prédio da escola Atalaia foi atingido por duas enchentes. Ainda ontem dez famílias permaneciam no local Foto: Gabriel Santos
Arroio do Meio

A reforma de quatro espaços públicos em Arroio do Meio, assinada em janeiro, enfrenta atrasos significativos. Dos quatro locais previstos para serem reformados, incluindo a Escola Atalaia, o prazo de 30 dias estipulado para conclusão foi ultrapassado.

Um dos principais pontos de controvérsia é a ocupação do prédio pela famílias, que a construtora alega ter prejudicado o andamento da obra. Ainda ontem, 9, dez famílias seguiam no prédio.

A Nelda Construções LTDA, empresa responsável pela obra e vencedora da licitação, argumenta que o contrato curto de apenas 30 dias não foi suficiente para reconstruir espaços totalmente destruídos por duas enchentes, em setembro e novembro. Além disso, o proprietário da empresa, Plínio Ferreira, afirma que a falta de tempo hábil para adquirir equipamentos como portas e janelas também contribuiu para os atrasos.

Entretanto, a prefeitura contesta esses argumentos e afirma que o pagamento pendente à construtora está sendo encaminhado, refutando a alegação de falta de recursos para a conclusão da obra. O secretário da Fazenda e coordenador da Defesa Civil, Valdecir Crecêncio, ressalta que houve questões do contrato que não foram cumpridas pela empresa, resultando na abertura de um processo administrativo.

Quanto a ocupação das famílias, o governo afirma que a situação é temporária e que com a conclusão das moradias no bairro Novo Horizonte todas serão realizadas. “Isso foi acordado com o proprietário. Depois, quando as famílias saírem, será possível fazer a conclusão do serviço”.

Ameaças

A situação também ganhou contornos mais complexos com acusações mútuas entre a construtora e a prefeitura. Plínio Ferreira alega perseguição por parte do governo municipal, enquanto a prefeitura afirma que o mesmo proprietário já ameaçou servidores públicos, incluindo o ex-secretário do Pla-nejamento, Carlos Rafael Black, afastado na última sexta-feira.

Diante desse impasse, Black, ainda em fevereiro registrou um boletim de ocorrência alegando ameaças. A situação está sendo investigada pela delegacia local.

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