O presente e o futuro dos negócios globais

ENTREVISTA | NEGÓCIOS EM PAUTA

O presente e o futuro dos negócios globais

South Summit Brasil, um dos maiores eventos de inovação do mundo que coloca Porto Alegre e, consequentemente, o Rio Grande do Sul no mapa das discussões sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo

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O presente e o futuro dos negócios globais
Michel Machado, Sandro Kirst, Rafael Zanatta e Daniel Tonon (Foto: Maira Schneider).
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O South Summit Brasil 2024, um dos maiores eventos de inovação do mundo que coloca Porto Alegre e, consequentemente, o Rio Grande do Sul no mapa das discussões sobre tecnologia, o presente e o futuro dos negócios globais, encerrou nessa sexta-feira. Em sua terceira edição, o evento reuniu mais de 23 mil pessoas de 99 países, cerca de 900 investidores, 140 fundos de investimentos em uma carteira de negócios que, somada superou os US$ 213 bilhões de dólares.

Para falar sobre as oportunidades de eventos como o South Summit, o programa Negócios em Pauta deste sábado recebeu o Gestor de Inovação e Tecnologia do Programa Startup Lab, Daniel Tonon, o Diretor Geral da Secretaria de Inovação Ciência e Tecnologia, Sandro Kirst, o Gestor na Incubadora Tecnológica da Univates (Inovates), Michel Machado, o Head do Vibee Unimed, Rafael Zanatta, além da participação da Secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Simone Stulp.

Simone reforça que o South Summit vem como uma estratégia de inovação para que seja possível pensar no Estado do Rio Grande do Sul cada vez mais desenvolvido e pujante. “Vivemos a mágica deste evento que é o South Summit Brasil. Precisamos aproveitar momentos como este porque eles são, sem dúvida, uma janela para nos conectarmos a todas as tendências mundiais. É uma forma de colocar o Estado do Rio Grande do Sul como sendo um farol para o mundo e da mesma forma atrair pessoas de outros estados, de outros países, para que nos conheçam e a partir disso que a gente possa gerar novas conexões e intercâmbios para avançar dentro dos desafios que temos apontados no século em que vivemos”.

Além disso, o poder transformador de eventos mundiais, globais, como este, também acaba impactando em outras feiras, em outros eventos do estado. “Assim podemos cada vez mais pensar um desenvolvimento equilibrado e sólido em termos econômicos e sociais, olhar para a sustentabilidade, para que efetivamente possamos pensar e incluir cada vez melhor uma ótica de efetivamente trabalhar para a melhoria da qualidade de vida de todos os que residem aqui no Rio Grande do Sul”, revela.

Para Zanatta, o evento é uma oportunidade para as pessoas que não conseguem viajar para outros estados ou países de participarem. “O South Summit traz referências do mundo inteiro para falar e para poder se conectar. A nossa participação foi muito no sentido de se conectar com pessoas que a gente conversa o ano inteiro de forma digital. Uma forma também de fortalecer essas conexões, trazer conhecimento e entender um pouco como essa roda tá girando no mundo da inovação”.

Tonon destaca a oportunidade de aproximação com grandes empresas. “Eu quero me conectar com essa pessoa, com aquela. Os grandes empresários estão a um passo de ti, você pode conversar, pode falar sobre a tua expectativa enquanto empresa, enquanto startup e poder estar criando e fazendo essas conexões”.

Machado acredita que eventos como esse permitem a evolução e a presença é extremamente necessária. “Para nós é essencial estar em um movimento como o South Summit. A terceira edição, cada vez evoluindo mais e a gente também evolui como participante muitas vezes, a gente já sabe quais são os caminhos lá dentro, por onde buscar, qual a informação é mais relevante para cada um e também como demonstrar o que a gente faz aqui, não só na Incubadora e na Univates, mas no Vale como todo”, ressalta Michel Machado.

Inovação não é uma questão só de tecnologia. “A tecnologia normalmente costuma ser uma primeira percepção da área da inovação, mas hoje a gente tem um conceito, a gente consegue compartilhar isso com todas as secretarias de governo. Então não há secretaria que não tenha em algum momento alguma interação com a área da inovação, ciência e tecnologia. Por quê? Porque a ideia é aprender. Estamos sempre abertos a fazer mais e melhor qualquer processo que esteja envolvido hoje na gestão pública, na gestão privada, na tomada de decisão, então a inovação hoje é transversal e é proposta essencial de gestão”, afirma Sandro Kist.

Networking

“Se a gente saiu do South Summit sem vários contatos no WhatsApp, sem uma lista de pessoas que vamos chamar na próxima semana ou a gente tem que chamar, a gente viveu o evento errado. É um evento de conexões realmente, das mais variadas possíveis”.

A inovação é feita de pessoas. Conectar pessoas diferentes de todos os lugares do mundo num mesmo lugar facilita que a inovação aconteça, facilita que negócios relacionados à inovação aconteçam. De forma geral, negócios acontecem quando as pessoas se sentam, conversam, trocam ideias. “Para nós tinha uma estratégia muito clara, que é se conectar com as pessoas que a gente muitas vezes não tinha visto pessoalmente ainda. Então poder conversar, trocar uma ideia, entender um pouco dos objetivos, dos desafios que eles estão enfrentando no dia a dia, conhecer pessoas novas e o que eu sempre digo no que diz respeito aos conteúdos que são aplicados lá, é sedimentar o que a gente já faz”.

Estar no caminho certo

“É muito bom saber que a gente está no caminho certo. Então, quando tu vai para um evento internacional com nomes que fazem cheques de US$ 80 a US$ 100 milhões de dólares em startups, que tem US$ 80, US$ 90 bilhões de dólares sobre carteira, que usam isso para investir, e tu escuta esse cara falando uma coisa que tu aplica no teu dia a dia, claro que numa estratégia muito menor, mas que tu coloca aquilo em prática, então, estamos no caminho certo. Quando eu escuto um cara que faz cheque de US$ 100 milhões de dólares dizer que o que importa numa startup que ele analisa X, Y, Z e esses são os itens que a gente usa para escolher nossas startups, o que eu quero mais? Eu estou validado, digamos assim”, descreve Zanatta.

O South Summit Brasil demonstra o potencial que ele tem de trazer ainda mais coisas para o Rio Grande do Sul, e colocar, definitivamente, o estado no mapa da América Latina e do mundo, no que diz respeito a inovação, tecnologia e empreendedorismo.

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