Rigotto: “Que os anúncios de Lula saiam do papel”

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Rigotto: “Que os anúncios de Lula saiam do papel”

Ex-governador critica vaias a agentes políticos e ressalta necessidade de agilizar projetos

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Atualizado segunda-feira,
18 de Março de 2024 às 14:08

Rigotto: “Que os anúncios de Lula saiam do papel”
Ex-governador Germano Rigotto (Foto: Fundação Piratini / Divulgação)
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O ex-governador Germano Rigotto abordou a visita da comitiva presidencial a Lajeado e a renegociação da dívida do Estado com o governo federal, durante o programa Frente e Verso desta segunda-feira, 18.

Rigotto expressou frustração com as vaias direcionadas a agentes políticos durante o evento. Ele enfatizou que tal comportamento não condiz com o propósito do encontro, que é anunciar medidas e destacar as ações do governo, independentemente da adesão total ao mesmo.

Quanto aos anúncios de investimento, no valor de R$ 344 milhões para obras de infraestrutura e a construção de 850 moradias, Rigotto ressaltou a necessidade de agilidade na implementação desses projetos. Ele enfatizou que tais obras não devem ficar apenas no papel, destacando a importância de uma rápida execução para atender às demandas.

Renegociação da Dívida

Sobre a repactuação da dívida do Estado, Rigotto expressou preocupações com o plano de recuperação fiscal. Ele argumentou que, embora o Rio Grande do Sul retome o pagamento da dívida, a redução para R$ 2 bilhões, de um montante inicial de R$ 6 bilhões, não representa uma solução completa para o problema.

O ex-governador relembrou uma conversa com o governador Eduardo Leite, na qual foi mencionado o pleito dos estados por uma correção fixa de 3% e a disposição do Ministro da Fazenda, Fernando Hadad, em discutir a possibilidade de alteração do indexador.

Rigotto explicou que, com o indexador fiscal atual, a dívida continua crescendo mesmo quando está sendo paga. Ele ressaltou que uma mudança nesse sistema poderia resultar em economias significativas para o estado, chegando a até R$ 2 bilhões por ano.

Destacou ainda que esses recursos economizados poderiam ser reinvestidos, impulsionando o desenvolvimento e proporcionando melhorias para os cidadãos gaúchos.

Assista a entrevista na íntegra

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