Cavaleiros do Vale se aventuram pelos Andes

desafio encarado

Cavaleiros do Vale se aventuram pelos Andes

Grupo do CTG Torquato da Rocha Jacques, de Cruzeiro do Sul, percorreu cerca de 100 quilômetros entre a Argentina e o Chile, a cavalo

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Cavaleiros do Vale se aventuram pelos Andes
Além de encarar desafios, o grupo manteve amizades e a aventura virou um momento de integração. (Foto: Divulgação)
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Cavalgar pela Cordilheira dos Andes pode ser um desafio. A começar pela temperatura, que varia de 0 a mais de 30 graus, pela altitude que chega a 3,6 mil metros acima do nível do mar, ou pelo terreno irregular. Mas não é impossível. E foi nessa aventura que um grupo de 13 cavaleiros do CTG Torquato da Rocha Jacques, de Cruzeiro do Sul, embarcou no início deste mês.

Foram cerca de 100 quilômetros percorridos entre a Argentina e o Chile, em quatro dias de cavalgada. O grupo saiu de Lajeado na sexta-feira, 1º de março, e iniciou o trajeto pela cidade de Las Loicas, na Argentina, no dia 4. No dia 10, retornaram ao Brasil.

“Andamos pela cordilheira durante 5 dias e 4 noites, dormindo ao relento e em barracas com a temperatura beirando zero graus”, conta o mais experiente do grupo, Heinz Meyer, 69. O percurso seguiu até a divisa com o Chile, em uma altitude de 3,4 mil metros, acompanhados por muito vento e frio.

Os cavaleiros do Vale passaram por Alegrete e Uruguaiana, antes de chegar à Argentina, onde passaram por Corrientes, Córdoba, Santa Fé, Mendoza, San Rafael e Malargüe.

Preparativos

A ideia surgiu em uma cavalgada na Costa Doce Gaúcha, quando o grupo ficou sabendo de um programa de travessia dos Andes a cavalo, com infraestrutura e logística oferecidas pela comunidade de Las Loicas, a 500 km abaixo de Mendoza. Aquela vontade surgiu há 10 anos, mas só em 2023 que começou a sair do papel.

“Nós já fazíamos cavalgadas frequentemente e, desta vez, ousamos um pouco mais nessa aventura”, conta Meyer. A preparação, segundo ele, foi tranquila. A maior necessidade era levar agasalhos para o frio dos Andes. O restante foi fornecido pelos organizadores, com cavalos arreios, mantimentos, mulas de carga, entre outros equipamentos.

Para quem gosta de cavalos, Meyer diz ter sido uma experiência desafiadora, mas gratificante. O grupo passou por trilhas íngremes e, por vezes, perigosas, além de uma paisagem que se modificava a cada montanha alcançada.

A cavalgada passou por terrenos muito acidentados e o ar rarefeito fez com que os animais e os cavaleiros cansassem mais rápido. Além do peso extra dos alforges carregados com roupas, palas e ponchos.

Para ficar na memória

Patrão do CTG, Rodrigo Catto conta que a organização para a cavalgada levou cerca de seis meses, e foi diferente do que o grupo estava acostumado. A busca de documentos e informações de itens de higiene e saúde que precisavam levar eram as maiores preocupações. “O nível de conhecimento, experiência e comunicação com os organizadores e guias foi muito bom e nos deixou tranquilos desde o início”, reforça.

Catto diz que os animais são um ponto fundamental para o sucesso da expedição. Os cavalos eram da comunidade local, adaptados ao clima, solo e altitude. “Foi muito diferente de todas as cavalgadas e aventuras que já faço há 30 anos. A oportunidade de conhecer uma região tão inóspita, com muitos desafios de clima, solo, estrutura limitada e uma natureza incrível ao lado dos amigos foram os grandes motivadores da minha participação”.

Para Catto, uma viagem como essa apresenta aprendizados. Entre eles, deixar o conforto do dia a dia, da casa e da família, para viver dificuldades por escolha própria.

Em família

Gean Jacques e Leonardo Jacques, pai e filho, e o irmão de Gean, Cristiano Jacques, também participaram, em família. O gosto por cavalos e algumas experiências em cavalgadas motivaram a aventura.

A parceria do grupo é destacada por Gean. “Foi uma experiência sensacional, uma cavalgada dessa envergadura”.

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