Segurança é foco no retorno das aulas

NOSSOS FILHOS

Segurança é foco no retorno das aulas

Formação de professores, atenção no trânsito e cuidado com o psicológico dos pequenos são estratégias para um volta às aulas tranquilo. Iniciativas garantem um ano letivo tranquilo e preparado para lidar com desafios cotidianos

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Segurança é foco no retorno das aulas
“Escola é lugar de apoio, segurança, acolhida e limite. Isso também é segurança”, afirma orientadora educacional do Ceat. (Foto: Eloisa Silva)
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

O volta às aulas é um período de reencontros e recomeços. Durante o momento, uma preocupação é unânime entre pais, comunidade escolar e autoridades públicas: a segurança dos pequenos. Para isso, diversas ações são planejadas, garantindo um ano letivo pleno.

Para falar sobre o assunto, na última quinta-feira, 22, o ”Nossos Filhos”, programa multiplataforma do Grupo A Hora, recebeu a secretária da Educação de Lajeado, Adriana Vettorello, a supervisora da Educação Infantil de Lajeado, Dirlene Marina Rech e a orientadora educacional do Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), Laura Oppermann Elter.

“Escola é movimento, vida e comunicação. Quando falamos de vida, falamos de segurança, um processo trabalhado ao longo do ano letivo que chega com novos projetos no início de cada período”, destaca Adriana. Complementa, que o retorno gera expectativas para todos, alunos e famílias, além dos profissionais preparados com um novo calendário escolar.

Laura acrescenta que a segurança é trabalhada de forma objetiva, como prover alimentação e um deslocamento cuidadoso, ou de modo subjetivo. “Isso é tudo que ocorre no backstage. É todo o trabalho que precede o retorno, a análise das necessidades trazidas pela comunidade escolar e a confiança dos pais colocada na instituição de ensino. Afinal, eles confiam que os pequenos estarão bem cuidados. A segurança subjetiva é a preparação, ela que nos dá coragem para seguir com o trabalho”.

Cuidado e evolução

Entre os aspectos trabalhados estão o acolhimento e formações para o corpo docente. “Preparamos os profissionais para que eles estejam prontos para acolher as famílias e as crianças. Desde 2022 focamos na escuta para, assim, alinharmos as estratégias para construir o contexto da escola com segurança”, reforça a secretária.

No trânsito, pensado para toda a rede de educação, foram feitas reuniões com a Brigada Militar por conta do aumento de fluxo. A partir disso, foi feita a capacitação dos funcionários para orientar os pequenos no percurso entre casa e escola. “Estamos, também, em processo de licitação para colocar monitores nos transportes coletivos públicos. Precisamos pensar nessa segurança quando as crianças se locomovem longe dos pais”, pontua Adriana.

Na Educação Infantil, diz Dirlene, esse cuidado passa pela recepção das vans escolares e orientação e identificação da pessoa que leva o pequeno para dentro do centro de ensino. Também frisa que, desde 2020, qualificam os profissionais com estudos e formações.

Ainda no processo de atualizações, em 2021, contaram com assessoramento para construção do Documento Orientador e reelaboração dos projetos político-pedagógicos (PPPs). “Cada escola pode olhar para sua realidade construindo as PPPs junto à comunidade”. A supervisora destaca que, com a iniciativa, receberam reconhecimento no atendimento às crianças, assim tendo as escolas pré-selecionadas para compor o Observatório das Culturas da Infância (Obeci).

Para a orientadora educacional do Ceat, o processo de garantia da segurança é uma evolução que nunca termina. “Sempre temos o que complementar, pode ser uma demanda externa Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como alguma situação interna. Temos que estar preparados para atender essas situações e lidar da melhor maneira, garantido plenitude a todos. Precisa de muita coragem para tocar esse grande desafio que é a educação”.

“Prevenção também é aprendizagem”

Outra abordagem para o trabalho da segurança é a prevenção e a atenção à perspectiva sócio emocional. “Temos uma parceria com o Pacto Lajeado Pela Paz na qual trabalhamos a prevenção com os pequenos. São diversos programas que abordam a escuta empática, resolução de conflitos e o respeito com o próximo. Tópicos, esses, essenciais no cultivo de boas relações. Afinal, quando nos colocamos no lugar do outro e nos conectamos com ele, aprendemos mais”, afirma Adriana.

A secretária reforça que a saúde do servidor, desde zeladores até professores, também é importante. “São eles que acolhem e mediam os conflitos, evitando que se transforme em uma situação maior. É essencial que eles tenham apoio emocional e assessoria da mesma forma que eles disponibilizam para os pequenos e as famílias”.

Volta às aulas:
cuidados essenciais com os pequenos

  • Horas de sono;
  • Estabelecimento de rotinas;
  • Manter uma alimentação saudável e balanceada;
  • Atenção ao caderno de vacinação;
  • Reforçar a necessidade de hidratação;
  • Evitar mochilas muito pesadas que podem prejudicar a coluna;
  • Atenção aos cuidados no transporte da criança entre a casa e a escola.

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