“Oportunidade existe, mas quem se dedica, se destaca”

ABRE ASPAS

“Oportunidade existe, mas quem se dedica, se destaca”

Danilo Mior, 68, é natural de Serafina Corrêa e morador de Encantado. Um professor para os jovens que buscam o sonho futebolístico na cidade, o treinador recorda os dias de jogador e como o esporte fez parte do cotidiano de toda família

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“Oportunidade existe, mas quem se dedica, se destaca”
Foto: arquivo pessoal
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Como foi a sua trajetória no futebol?

Eu comecei as minhas atividades no Clube Esportivo Gaúcho de Serafina Corrêa, jogando o Amador da cidade, jogava os municipais e logo em seguida comecei a disputar o estadual de amadores. Ao mesmo tempo, jogava em Guaporé no Juventude, disputando a segunda divisão de profissionais. Com 18 anos sai de Serafina Corrêa para jogar no Atlético Paranaense, onde fiquei três anos. De lá fui para o Brusque de Santa Catarina, onde disputei três campeonatos Catarinenses pelo Profissional.

Em um dia que estava de férias, resolvi voltar para casa e me reuni com a família, já estava com o contrato renovado com o clube, mas num dos assuntos resolvemos abrir um estabelecimento comercial em Muçum, com isso decidi largar o futebol, pois lá tinha um movimento muito grande, época do batalhão da ferrovia.

Minha história em Encantado começou quando joguei um amistoso contra o Esporte Clube Encantado, naquela época o e ex prefeito, Adroaldo Conzatti, era presidente do clube e no final do jogo fizeram uma proposta para disputar a segunda divisão dos profissionais. Faz 30 anos que estou na cidade e com 68 anos ainda jogo futebol e cuido da categoria sub-15 do Esporte Clube Encantado.

Que jogadores já conviveram com o senhor?

Dentre aqueles que treinei tem muitos. O Eduardo Brock é um, atualmente se encontra na Bélgica e é um dos casos que uso como exemplo. Conheci ele como jogador do Rui Barbosa de Arroio do Meio, também teve o Felipe Gedoz, de Muçum, que começou comigo e passou por muitos clubes como Juventude, Guarani, Atlético Paranaense, entre outros.

O futebol sempre esteve na família também, somos 11 irmãos e quatro foram profissionais. Um deles é o Casemiro Mior, que jogou 14 anos no Grêmio e três anos no Internacional, foi campeão Gaúcho, Brasileiro, da Libertadores e Mundial. Também tem o Vanderlei Mior que ficou campeão da Copa do Brasil pelo Criciúma e meu primo João Paulo que jogou no Botafogo e hoje está na China.

Que conselho daria para quem deseja se tornar um profissional?

Deixar bem claro que a oportunidade existe, ela aparece para todo mundo. Mas é aquele que se dedicar que vai se destacar, porque sempre se destaca o guri que está preparado, fisica e psicologicamente. Por isso que eu falo muito para os meninos, quem quer ser jogador tem que largar a bebida e dormir cedo. Um dos exemplos é meu irmão Casemiro, que sempre treinava e conseguiu todos os títulos que ele quis no Grêmio e depois jogando e trabalhando na China, onde foi eleito três vezes o melhor treinador do ano no Campeonato de Hong Kong, por isso ele se tornou o que é hoje.

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