Prioridade é reduzir a área de inundação, responde Caumo

política e cidadania

Prioridade é reduzir a área de inundação, responde Caumo

Manifestação do prefeito de Estrela, Elmar Schneider, repercute em Lajeado. Para Marcelo Caumo, antes de fazer projeto para nova ponte, é preciso elaborar um plano de ação para diminuir o impacto das cheias nas áreas urbanas das cidades

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Atualizado terça-feira,
12 de Dezembro de 2023 às 07:13

Prioridade é reduzir a área de inundação, responde Caumo
Água da enchente de setembro se aproximou da pista na ponte da BR-386. (Foto: ARQUIVO)
Vale do Taquari

A afirmação do prefeito de Estrela, Elmar Schneider, de pagar 50% do projeto para construção de uma nova ponte até Lajeado, gera controvérsia. O anúncio ocorreu na sexta-feira passada, durante reunião-almoço da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços de Estrela (Cacis).

“Lajeado sempre vai ser parceiro. No entanto, a prioridade no momento é ‘afundar’ o rio. Fazer projetos para dragagem, vermos se há viabilidade para diques de contenção”, afirma o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo.

“Tivemos o rio chegando a 20 metros acima da cota. Atingiu o centro de Lajeado, deixou grande parte de Estrela embaixo d’água. Nestas condições, qual seria a área para uma nova ponte?”, questiona.

Conforme o gestor de Lajeado, em se repetir enchentes como as de setembro e de novembro, qualquer nova ponte seria atingida. “Vamos construir de onde? Da Matriz ao trevo da Trans Santa Rita? Ali do Madre Bárbara, onde a água chegou também? O único lugar possível hoje seria do lado da ponte atual. Neste caso, é área de concessão.”

O pedido de apoio político para construção de uma nova ponte sobre as cidades de Lajeado e Estrela também foi apresentado pelo prefeito Elmar Schneider durante audiência com a comissão parlamentar de acompanhamento dos impactos da cheia da Assembleia Legislativa.

O que disse Schneider

A palestra na sexta-feira passada marcou o encerramento dos eventos empresariais no ano em Estrela e tratou sobre a temática “investimentos, inovação e resultados”. Na avaliação de Schneider, é preciso haver mais uma ligação entre os dois maiores municípios do Vale.

Na enchente de setembro, a água se aproximou da pista. Com riscos de danos na estrutura, a concessionária da rodovia restringiu o trânsito. “Se ficarmos sem essa ponte, nossa economia vai colapsar”, argumentou no evento.

Em cima disso, lançou uma provocação: Lajeado e Estrela dividirem o valor do projeto para uma nova passagem. “O desafio que faço para o meu querido colega Marcelo Caumo é para que ele assumir 50% e Estrela assume os restante à elaboração do projeto”, disse na ocasião.

Demanda regional

A discussão para a construção de uma nova ponte sobre o Rio Taquari se intensificou em 2021, quando a passagem ficou interditada devido ao tombamento e explosão de um caminhão carregado de combustível.

Houve três ideias apresentadas durante reunião da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat). Uma ligação entre Cruzeiro do Sul e Estrela, pela Trans Santa Rita. Outra entre o porto de Estrela e Lajeado. Por fim, entre Arroio do Meio e Colinas.

Na concessão com a CCR ViaSul, responsável pela BR-386, está previsto o alargamento da ponte sobre o Rio Taquari, com um custo em torno dos R$ 56 milhões. A obra, conforme o cronograma pré-estabelecido, teria dois anos de prazo e seria feita a partir do 16º ano do contrato.

Resumo da notícia

  • Prefeito de Estrela, Elmar Schneider, sugere dividir o custo do projeto para construção de uma nova ponte com Lajeado.
  • Prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, diz que prioridade é finalizar o projeto regional para reduzir o impacto das cheias.
  • Para Schneider, tendo o projeto, é possível buscar recursos em Brasília e no governo do Estado.
  • Para Caumo, nenhum projeto pode ser feito tendo em vista a cota atual de inundação.
  • A única área entre os municípios dentro do previsto nos planos diretores é onde está a passagem atual, pela BR-386.
  • A concessionária, CCR ViaSul, planeja o alargamento da ponte sobre o Rio Taquari, com custo aproximado de R$ 56 milhões e dois anos de prazo. Pelo contrato, a obra começaria em 2036.

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