Morador de Lajeado, suspeito de liderar grupo criminoso, é preso em MG

OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

Morador de Lajeado, suspeito de liderar grupo criminoso, é preso em MG

Principal alvo da ação foi preso de forma preventiva. Conforme investigação da PF, ele vendia bebidas oriundas de descaminho, do Uruguai e Argentina, para atacados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Grupo movimentou R$ 62 milhões desde 2019

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Atualizado quinta-feira,
30 de Novembro de 2023 às 13:02

Morador de Lajeado, suspeito de liderar grupo criminoso, é preso em MG
Sede da PF em Santa Cruz do Sul (Foto: Cristiano Wildner)

Foi preso na manhã desta quinta-feira, 30, em Belo Horizonte, Minas Gerais, o morador de Lajeado, considerado o principal alvo da operação, que visa desarticular grupo criminoso, investigado pela prática de descaminho de bebidas e lavagem de dinheiro.

Segundo o delegado da Polícia Federal Mauro Lima Silveira, o homem reside em Lajeado há pouco tempo, em condomínio onde busca foi executada hoje. O imóvel foi sequestrado durante a ação. A polícia tinha conhecimento que ele havia viajado para negociar com o seu principal comprador de bebidas em BH.

A investigação ocorria em sigilo há mais de 2 anos. Nesta quinta-feira, mais de 200 policiais participaram da ação na região. Ao todo, foram cumpridos 160 mandados, sendo 14 em Venâncio Aires, dois em Lajeado, um em Estrela e quatro em Cruzeiro do Sul. Cinco prisões preventivas foram executadas, incluindo a do morador de Lajeado. Atividade ilícita movimentou cerca de R$ 62 milhões desde 2019.

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Delegado da Polícia Federal Mauro Lima Silveira (Foto: Cristiano Wildner)

O grupo criminoso contava com a participação de fornecedores e intermediários para aquisição dos produtos de forma direta com os proprietários de free shops uruguaios ou das lojas de vinhos argentinas. Após ingressarem em território nacional, as bebidas eram transportadas aos depósitos do grupo criminoso e remetidas a grandes atacados estabelecidos nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

As cargas de bebidas eram transportadas em veículos próprios da organização, especialmente carretas e caminhões, acondicionadas sob outros produtos como grãos e frutas. Outra forma de envio das mercadorias ocorria por meio de empresas transportadoras com utilização de notas fiscais ideologicamente falsas, emitidas por empresa ligadas ao grupo, para “acobertar” a carga de bebida remetida.

Para receber os valores pela venda das mercadorias, a organização criminosa valia-se de contas tituladas por dezenas de pessoas físicas e jurídicas (“laranjas”) como revendas e locadoras de veículos, construtoras, postos de combustíveis e do ramo de cigarros. Os proprietários destas empresas, “misturavam” os recursos ilícitos, mesclando-os, com recursos de origem legítima de suas empresas.

Assista a entrevista na íntegra

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