“Um dos líderes de grupo alvo da PF mora em Lajeado”, diz delegado

Operação Afluência

“Um dos líderes de grupo alvo da PF mora em Lajeado”, diz delegado

Titular da DP de Venâncio Aires, Paulo César Schirmann detalha ação. Grupo criminoso teria movimentado R$ 62 milhões desde 2019, com descaminho de bebidas e lavagem de dinheiro

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Atualizado quinta-feira,
30 de Novembro de 2023 às 12:17

“Um dos líderes de grupo alvo da PF mora em Lajeado”, diz delegado
Paulo César Schirmann, titural da DP de Venâncio Aires (Foto: Cristiano Wildner)
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A região dos vales do Taquari e Rio Pardo é alvo de ação da Polícia Federal (PF) contra descaminho de bebidas e lavagem de dinheiro nesta quinta-feira, 30. Produtos eram introduzidos ilegalmente em território nacional por meio das fronteiras com a Argentina (vinhos) e Uruguai (destilados). A Operação Afluência cumpre ordens judiciais em Venâncio Aires (14), Lajeado (2), Estrela (1) e Cruzeiro do Sul (4).

No total, são 160 mandados a pessoas envolvidas com o grupo criminoso que teria movimentado R$ 62 milhões desde 2019. Em entrevista ao programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, desta quinta-feira, 30, o delegado Paulo César Schirmann afirmou que um dos líderes do grupo criminoso mora em Lajeado e atuava em Venâncio Aires.

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O grupo criminoso contava com a participação de fornecedores e intermediários para aquisição dos produtos diretamente com os proprietários de free shops uruguaios ou das lojas de vinhos argentinas. O pagamento era realizado de forma “física” (transposição física, pela fronteira, do dinheiro) ou através da utilização de “doleiros”.

Após ingressarem em território nacional, as bebidas eram transportadas aos depósitos do grupo criminoso e posteriormente remetidas a grandes atacados estabelecidos nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. As cargas de bebidas eram transportadas em veículos próprios da organização, especialmente carretas e caminhões, acondicionadas sob outros produtos como grãos e frutas. Outra forma de envio das mercadorias ocorria por meio de empresas transportadoras com utilização de notas fiscais ideologicamente falsas, emitidas por empresa ligadas ao grupo, para “acobertar” a carga de bebida remetida.

Para receber os valores pela venda das mercadorias, a organização criminosa valia-se de contas tituladas por dezenas de pessoas físicas e jurídicas (“laranjas”) como revendas e locadoras de veículos, construtoras, postos de combustíveis e do ramo de cigarros. Os proprietários destas empresas, “misturavam” os recursos ilícitos, mesclando-os, com recursos de origem legítima de suas empresas.

Assista a entrevista na íntegra

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