“Fim da desoneração causará desemprego e encarecimento de produtos”

ENTREVISTA | FRENTE E VERSO

“Fim da desoneração causará desemprego e encarecimento de produtos”

Como resultado, o PIB projetado precisará ser revisto, pois vai sofrer impacto direto, diz consultor de empresas Valmor Kappler, que critica veto de Lula 

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“Fim da desoneração causará desemprego e encarecimento de produtos”
Consultor de empresas Valmor Kappler (Foto: Rodrigo Gallas)

Em entrevista ao programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, desta segunda-feira, 27, o consultor de empresas Valmor Kappler avalia o veto da desoneração da folha de pagamentos. Para ele, a desoneração cria dificuldades para as empresas, desemprego, encarecimento de produtos e serviços.

Como resultado, o PIB projetado precisará ser revisto, pois vai sofrer impacto direto. “Estamos jogando um peso muito grande na economia. O fim da desoneração é algo muito sério.”

Na quinta, 23, o presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei (PL) que prorrogaria até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia brasileira. O veto agora será analisado pelo Congresso.

A medida atende a um pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que recomendou ao presidente Lula vetar a proposta, como uma forma de não renunciar à arrecadação federal. A desoneração está em vigor desde 2012.

O projeto, previamente aprovado pelo Legislativo, propunha substituir a contribuição previdenciária de 20% sobre os salários dos funcionários por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, além de reduzir de 20% para 8% a alíquota da contribuição previdenciária de municípios com até 156 mil habitantes.

A medida abrange 17 setores: calçados; call center; construção civil; confecção e vestuário; comunicação; empresas de construção e obras de infraestrutura; couro; máquinas e equipamentos; proteína animal; fabricação de veículos e carroçarias; têxtil; tecnologia da informação; tecnologia da comunicação; projeto de circuitos integrados; transportes metroferroviários de passageiros; transporte rodoviário coletivo; e transporte rodoviário de cargas.

Assista a entrevista na íntegra

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