Cerca de 2,7 mil famílias de Ilópolis sobrevivem da erva-mate

FRENTE E VERSO

Cerca de 2,7 mil famílias de Ilópolis sobrevivem da erva-mate

Produção em dez cidades da parte alta da região movimenta mais de R$ 157 milhões por ano. Potencial produtivo é destaque da 11ª Turismate

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Cerca de 2,7 mil famílias de Ilópolis sobrevivem da erva-mate
(Foto: Rodrigo Gallas)
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Ao longo dos próximos três dias, Ilópolis sedia a 11ª Turismate. O programa Frente e Verso desta sexta-feira, 10, traz entrevistas diretas da feira e conversa com produtores rurais da região.

Ariana Maia, do Instituto Brasileiro da Erva-Mate, descreve que a primeira ervateira surgiu no município de Taquari, nos anos de 1836. “A nossa erva-mate é protagonista a nível Mercosul. O 2º produto madeireiro não florestal em maior valor de produção no Brasil, só perde para o Açaí e da região sul é o mais importante”.

A produção da erva-mate em dez cidades da parte alta da região movimenta mais de R$ 157,6 milhões por ano e o potencial produtivo é destaque da 11ª Turismate. De acordo com Ariana, cerca de 2,7 mil famílias rurais trabalham com o produto na região.

Matias Boniatti é um produtor de erva-mate no município de Ilópolis e trabalha na atividade desde 2018 quando assumiu a parte de gestão do negócio da família. Além da produção da erva-mate, ele juntamente com a família produzem mudas da planta. “A nossa mão de obra é familiar. A colheita é feita dois dias na semana. Iniciamos com dois hectares e, hoje, plantamos oito hectares de erva e esse é o sustento da família”, conta.

Já o produtor Fabiano Guarnieri explica que tem segredos durante a colheita para que o produto obtenha melhor qualidade. “A colheita no inverno, a folha está fechada sem brotação e o produto tem a melhor qualidade. No verão, ela vai fazer a brotagem para reproduzir o galho e absorve bastante água na folha, o processo de secagem na indústria será mais demorado e vai dar uma qualidade um pouco menor”.

Guarnieri atua com a esposa e filhos em 10 hectares. A colheita de cerca de 3 mil quilos é feita na segunda e terça e, em seguida, ainda na terça entregam na indústria. “Nos demais dias da semana, a gente cuida da palntação, limpa, aduba, faz a rossagem, entre outras atividades”.

Ainda segundo o produtor, a indústria paga em torno de R$ 1,40 por Kg.

Assista a entrevista na íntegra

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