Inspiração em SC para armazenamento de água

Opinião

Felipe Neitzke

Felipe Neitzke

Coluna aborda os destaques relacionados ao agronegócio

Inspiração em SC para armazenamento de água

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Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Crédito: Divulgação

Chama a atenção o projeto desenvolvido em Santa Catarina para incentivar a reserva de água. Só no ano passado foram liberados mais de R$ 100 milhões em financiamentos para infraestrutura hídrica, seja na construção de cisternas ou instalação de caixas e sistemas de irrigação.

O programa tem o acompanhamento técnico da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri). Nas condições de pagamento, o produtor tem prazo de cinco anos para quitar a operação de crédito. Se pagar as parcelas em dia recebe subsídio de 50%. Talvez esse seja um exemplo ao governo do RS para atuar na prevenção aos impactos de estiagens na produção agrícola.

Pelo menos essa é a promessa do novo secretário de Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini. Em entrevista ontem à Rádio A Hora, 102.9, disse que a situação da seca será enfrentada com prioridade. Segundo ele, deve deixar de ser uma política de governo e ser estruturada como política de Estado.

Esperamos de fato que isso se confirme e que as comunidades que hoje dependem de abastecimento por caminhão-pipa possam ter uma estrutura com poço e rede de distribuição. O próprio secretário reconhece as ações do estado vizinho como mais efetivas e certeiras em condições similares às enfrentadas no RS. Não somente no abastecimento humano, mas como forma de garantir a produção, seja no segmento leiteiro, de proteína animal ou no cultivo de grãos.


Crédito: Divulgação

Perspectiva de alta no preço do leite

A projeção da indústria de laticínios é pela valorização ao produtor. Entre os motivos, a queda na oferta. Essa por sua vez é impactada pela estiagem. Com regiões onde a produção de milho (grãos e silagem) ficou comprometida, a qualidade nutricional do gado leiteiro foi prejudicada.

O aumento que deve vir nos próximos pagamentos aos produtores ajuda a cobrir a alta nos custos dos produtores, ainda assim, torna a atividade desafiadora. Em levantamento do Conseleite, houve redução do valor pago entre novembro e dezembro. A média caiu de R$ 2,25 para R$ 2,19.


Indicação geográfica da erva-mate

O polo ervateiro da região alta do Vale do Taquari promove reunião para o registro da Indicação Geográfica (IG). O encontro com representantes do setor será na terça-feira, 24, em Ilópolis. A elaboração desse reconhecimento tem o apoio da equipe do Sebrae. O objetivo é atribuir uma identidade própria à erva-mate cultivada nessa microrregião. As características do local atribuem reputação ao produto e distinção no comparativo com similares disponíveis no mercado.


Insatisfação dos fumicultores

Das dez fumageiras representadas na negociação do preço do fumo, apenas uma assinou o protocolo para repor os custos de produção. Somente a JTI se comprometeu em atualizar a tabela em 30,17%. As demais propuseram percentuais abaixo dos custos estimados pelas associações dos fumicultores.

As entidades, a exemplo da Fetag/RS e Afubra, consideram o resultado frustrante. A expectativa era que mais empresas formalizassem os reajustes para a comercialização da safra 2022/23. Ao considerar a nova tabela da JTI, o tabaco da classe BO1 passa a ser negociado por R$ 312 a arroba.

Novos valores por arroba

BO1:  R$ 312,00
CO1:  R$ 288,75
TO1:  R$ 296,25
XO1: R$ 261,00

 

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