opinião

Amanda Cantú

Amanda Cantú

Jornalista

Colunista do caderno Você

Porque você deveria praticar o unfollow terapêutico

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Para começar a nossa conversa desta semana, queria fazer algumas perguntas sobre as suas redes sociais. Que tipo de conteúdo você recebe nos seus perfis? Quem são as pessoas que você segue? Que tipo de informação está chegando até você neste momento tão complexo?

Há algum tempo me deparei com a expressão unfollow terapêutico, que seria o ato de deixar de seguir perfis, páginas ou pessoas que não só não nos inspiram de forma positiva, como também não contribuem para a nossa saúde mental.

As redes sociais foram uma verdadeira revolução na nossa forma de comunicar e de consumir conteúdo. Popularizar o espaço de fala é uma das suas maiores contribuições. Por meio das redes sociais todos nós podemos compartilhar nossos pensamentos, nosso trabalho, nossa arte, os hábitos saudáveis e dicas culturais que acreditamos que podem ajudar quem nos acompanha por lá, afinal, todos nós somos, de certa forma, influenciadores de alguém.

Outro ponto positivo das redes sociais é que podemos selecionar o que queremos consumir. Então, faz sentido seguir alguém que te deixa angustiado, ou abala sua autoestima, por vender um estilo de vida quase inalcançável para a maioria de nós, por exemplo?

O unfollow terapêutico é sobre autocuidado e autoconhecimento. Assim como precisamos ter responsabilidade sobre o que compartilhamos, precisamos olhar de forma crítica para o oceano de informação no qual estamos navegando e selecionar o que é útil e o que nos faz bem, do que nos deixa ansiosos, deprimidos ou espalha preconceitos.

Faz um tempo que adotei a postura de deixar de seguir quem não me acrescenta e quem vende algo que considero irreal ou irresponsável, como positividade tóxica, padrões de vida ou de beleza inalcançáveis e um consumismo desnecessário e desenfreado.

Passei a valorizar o conteúdo produzido pelos meus amigos e por outras “pessoas reais”. Gosto de acompanhar pequenos artistas e pequenos negócios, em especial, os da região onde eu vivo. Dou preferência para veículos de comunicação que confio e que pensam fora da caixa, e pessoas que abraçam as mesmas causas que eu. Não tem nada de errado em deixar de seguir aquilo que não nos faz bem.

Então que tal um exercício para este fim de semana? Tire um tempo para abrir o seu Instagram ou o seu Facebook e avaliar que tipo de conteúdo está chegando até você e se ele realmente te agrega algo, te faz crescer e, principalmente, te faz sentir bem e feliz consigo mesmo.