Pesquisa do Codevat

Para 47% dos clientes, internet na região é ruim ou péssima

Estudo demonstra insatisfação de clientes do Vale com os serviços de telecomunicações

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Para 47% dos clientes, internet na região é ruim ou péssima
Vale do Taquari

O Codevat apresentou ontem os resultados de uma pesquisa acerca da qualidade dos serviços de telefonia e internet na região. Foram replicados em 2019 os mesmos questionamentos feitos em 2014. O conselho coletou 57 respostas de 22 municípios entre os dias 22 de março e 15 de abril. Os índices apresentados demonstram alta insatisfação dos gestores.
De acordo com a presidente do Codevat, Cíntia Agostini, todos os municípios possuem serviços de telefonia fixa. A maioria é atendida pela empresa OI (73,7%). Na pesquisa, 50% dos respondentes indicaram que este serviço “não está disponível em todo o município”. Também foram indicadas várias áreas rurais com problemas mais graves.
Já em relação à telefonia móvel, as operadoras mais utilizadas nos municípios do Vale do Taquari, segundo os respondentes, são a Vivo (91,2%); Claro (70,2%); Tim (52,6%); e Oi (40,3%). Assim como na fixa, a insatisfação é alta. Acerca dos serviços prestados, 90,8% dos respondentes indicaram que são péssimos, ruins ou regulares. A pior classificação é da operadora Tim.
Por fim, foram questionados sobre os serviços de internet. Os gestores indicaram 18 diferentes empresas prestadoras de serviços. Do total de respondentes, 63,1% indicou que as conexões prioritárias são fibra óptica e rádio, seguido por rede móvel (3G/4G) e via cabo.
Segundo Cíntia, 79,3% responderam que os serviços de internet são péssimos, ruins ou regulares, e os melhores serviços são via fibra óptica, seguido por cabo e móvel (3G/4G)/rádio. “Na minha cidade funciona muito mal, já estamos quase utilizando sinal de fumaça”, ironiza Celso Kaplan (PP), prefeito de Imigrante, repetindo declaração de outras oportunidades.
Procon e MPF
Em 2014, relembra Cíntia, o resultado foi um pouco mais satisfatório. “Infelizmente, piorou. Muito porque aumentou a demanda de usuários. E é muito complicado. Não podemos ficar sem sinal, tanto na área urbana como no meio rural. Hoje, até o agricultor precisa enviar notas online e não consegue. E ele é cobrado por isso”, reclama.
Há cinco anos, a solução encontrada pelo Codevat foi buscar auxílio junto ao Ministério Público Federal (MPF). Entretanto, não houve resultados. Desta vez, o grupo pretende encaminhar demandas às agências reguladoras e também ao órgão de defesa do consumidor, o Procon.
Presidente da Amvat, o prefeito de Teutônia, Jonatan Brönstrup, deve intermediar o encaminhamento das demandas ao Procon.
 
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RODRIGO MARTINI – rodrigomartini@jornalahora.inf.br