Devido ao aparecimento de peixes mortos na Lagoa da Garibaldi, a Secretaria da Saúde e Meio Ambiente buscou junto a Emater/RS-Ascar um técnico para analisar o motivo.
Deoclésio Piccoli, acompanhado da bióloga do município Marieli Zanchett Stefenon e da agente epidemiológica Marina Agostini, fez ontem as análises na lagoa. O técnico, que é especialista em Peixes, realizou análises de pH, turbidez, alcalinidade e temperatura da água, bem como avaliação dos peixes mortos.
Conforme Piccoli, a mortandade de peixes é ocasionada pelo fungo saprolegnia, que provoca enfermidades em peixes e anfíbios. No caso dos peixes, provoca o aparecimento de hifas nas barbatanas. Em relação aos anfíbios, ataca os girinos. Os peixes ficam com manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão por todo o corpo.
O técnico explicou que o fungo está no ambiente e é oportunista, ou seja, em condições favoráveis, ele se prolifera e pode se desenvolver. Para Piccoli, a mudança de temperatura ocasionou a proliferação desse fungo, levando em consideração que o pH da água, assim como a turbidez, a alcalinidade e a temperatura, foram consideradas normais. “Esse tipo de problema, quando ocorre, sempre é nesta época do ano devido à variação de temperatura”, explica.
O técnico prevê que aparecerão mais peixes mortos em função da ação do fungo, sendo que ele desaparecerá conforme o aumento da temperatura e, como a Lagoa da Garibaldi tem uma grande extensão de área associada ao volume de água armazenada, não há tratamento eficiente para controlar o fungo.
Em relação ao ser humano, o fungo normalmente não é prejudicial no contato com a água, porém, não é recomendado consumir peixes que possam estar contaminados.
