Alerta durante a madrugada acelera resposta à cheia em Lajeado

ENCHENTE NO VALE

Alerta durante a madrugada acelera resposta à cheia em Lajeado

Mudança na projeção durante a madrugada levou à ativação do plano de contingência; município acompanha evolução do nível do rio e trabalha com alerta para a cota de 23 metros

Alerta durante a madrugada acelera resposta à cheia em Lajeado
Foto: Rodrigo Gallas

A elevação do nível do Rio Taquari voltou a mobilizar a Defesa Civil e a administração municipal de Lajeado nesta quarta-feira, 22. Após uma mudança na projeção divulgada pelos órgãos estaduais durante a madrugada, o município acionou o plano de contingência às 2h40min e iniciou a retirada preventiva de famílias residentes em áreas sujeitas à inundação.

De acordo com o prefeito em exercício, Guilherme Cé, o cenário previsto inicialmente indicava que o rio não alcançaria a cota de inundação de 19 metros. No entanto, um novo alerta emitido em razão dos impactos registrados nas cidades da parte alta da bacia, especialmente Muçum e Encantado, alterou a previsão e exigiu uma rápida mobilização das equipes.

Segundo Cé, a Defesa Civil de Lajeado utiliza como referência as informações oficiais fornecidas pela Defesa Civil do Estado e pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), responsáveis pelo monitoramento e pelas projeções do comportamento do Rio Taquari. O alerta estadual indica que o nível do rio não deve ultrapassar a cota de 23 metros em Lajeado, embora o município acompanhe a situação de forma permanente.

“Agora seguimos monitorando o Rio Taquari. Desde a madrugada acionamos o plano de contingência e começamos a mobilizar caminhões. Tivemos certa dificuldade porque a informação que tínhamos era de que não haveria uma cheia. Felizmente, a situação já está organizada e estamos retirando famílias da cota de 22 metros, que é o alerta oficial do Estado”, explicou.

O prefeito em exercício destacou que Lajeado convive historicamente com as enchentes. Conforme ele, a cidade registra, em média, um evento de inundação com impactos a cada um ano e meio.

“Uma enchente sempre nos marca. Apesar de a cidade estar acostumada, temos uma taxa de recorrência de enchente a cada um ano e meio, que causa algum impacto”, observou.

Para Cé, cada episódio também contribui para o aprimoramento dos protocolos de resposta. Ele lembrou que, na enchente de 2024, as projeções estaduais apresentaram elevado grau de precisão, enquanto, neste evento, as características das chuvas nas cabeceiras do rio dificultaram previsões mais assertivas. “Todo evento deixa um aprendizado”, avaliou.

Receba notícias
em primeira mão

Acompanhe
nossas
redes sociais