A indústria brasileira de máquinas agrícolas projeta crescimento de 3,4% para 2026 em relação ao ano anterior, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A projeção indica desaceleração frente a 2025, quando o setor avançou 7,4% em receita, somando R$ 66,75 bilhões.
De acordo com a Abimaq, apesar da expectativa de nova supersafra, o crescimento mais modesto da produção agrícola tende a impactar os investimentos dos produtores na aquisição de máquinas. A avaliação também considera o ambiente de juros elevados no Brasil e um câmbio menos favorável, fatores que pressionam as decisões de compra.
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No mercado interno, as vendas cresceram 6,7% em 2025, alcançando R$ 57,59 bilhões. As exportações de máquinas e implementos agrícolas avançaram 12,2%, para US$ 1,63 bilhão, enquanto as importações tiveram alta de 1,4%, totalizando US$ 1,22 bilhão.
Segundo a associação, o desempenho interno foi puxado principalmente pelo segmento de tratores, enquanto as colheitadeiras apresentaram crescimento mais contido.
As vendas de tratores foram impulsionadas, sobretudo, pela demanda por modelos de menor porte, voltados à agricultura familiar, cafeicultura, fruticultura e pecuária. No total, o setor encerrou 2025 com 122,2 mil pessoas empregadas, número 6,8% superior ao registrado em 2024.
Em volume, as vendas de tratores e colheitadeiras somaram 61,1 mil unidades em 2025, alta de 14,1%. No mercado interno, foram comercializadas 55,5 mil unidades, avanço de 15,8%. As vendas de tratores chegaram a 52,1 mil unidades, crescimento de 16,5%, enquanto as colheitadeiras somaram 3,4 mil unidades, alta de 5,2%. Já as exportações totalizaram 5,5 mil unidades, com retração de 0,7%, refletindo queda nos embarques de colheitadeiras.
Queda no fim de ano
Em dezembro de 2025, a receita do setor recuou 6,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, para R$ 4,23 bilhões. As vendas no mercado interno caíram 12,7%, enquanto as exportações avançaram 45,6% e as importações cresceram 50,6%. No mês, as vendas de tratores e colheitadeiras somaram 4,1 mil unidades, queda de 15,6%, refletindo a desaceleração típica do fim de ano.
