Aluguel novo em Porto Alegre sobe mais que o triplo da inflação em 12 meses

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Aluguel novo em Porto Alegre sobe mais que o triplo da inflação em 12 meses

Recentes facilidades para comprar imóveis, porém, estão fazendo com que esta elevação desacelere

Aluguel novo em Porto Alegre sobe mais que o triplo da inflação em 12 meses
Foto: divulgação

O valor do aluguel de imóveis residenciais anunciados em Porto Alegre acumula alta de 18,75% nos últimos 12 meses, segundo o Índice FipeZap. O percentual é mais do que o triplo da inflação registrada no mesmo período, medida pelo IPCA. Apesar de ter desacelerado em junho, com variação de 0,16% em relação a maio, os dados apontam uma valorização significativa no mercado de locação da capital gaúcha.

O levantamento considera cerca de 10 mil anúncios de imóveis para locação. O preço médio do metro quadrado do chamado “aluguel novo” – que se refere aos contratos recém-anunciados, e não aos já em andamento – é de R$ 41,89. Esses contratos em vigor costumam ser reajustados anualmente por índices como o IGP-M ou o IPCA.

A alta dos preços reflete o aumento na demanda por imóveis, especialmente após a enchente que atingiu a cidade. Regiões que não foram inundadas tiveram maior procura. Além disso, fatores como juros elevados e restrições no crédito imobiliário no segundo semestre de 2024 contribuíram para manter parte dos potenciais compradores no mercado de aluguel. Em contrapartida, a retomada do crédito em 2025, com a ampliação do programa Minha Casa Minha Vida, provocou uma leve migração da demanda para a compra.

Confira abaixo a variação de preço nos últimos 12 meses e o valor médio por metro quadrado em 10 bairros de Porto Alegre:

  • Moinhos de Vento: +44,5% (R$ 57,00);
  • Rio Branco: +31,7% (R$ 57,90);
  • Mont’Serrat: +29,9% (R$ 65,80);
  • Partenon: +18,6% (R$ 40,10);
  • Centro Histórico: +15,3% (R$ 32,00);
  • Bela Vista: +15,1% (R$ 49,40);
  • Petrópolis: +11,5% (R$ 49,90);
  • Praia de Belas: +5,5% (R$ 55,50);
  • Menino Deus: +2,8% (R$ 35,80);
  • Santa Tereza: +1,7% (R$ 26,80).

A tendência de valorização reflete tanto aspectos locais – como o impacto dos desastres climáticos – quanto fatores macroeconômicos, como o custo do crédito e os estímulos governamentais ao financiamento habitacional.

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