MP arquiva denúncia de suposta superlotação em escola infantil

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MP arquiva denúncia de suposta superlotação em escola infantil

Emei Casa da Criança Estrelense absorveu alunos de três creches atingidas. Espaço foi organizado para atendimento e equipes foram remanejadas

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MP arquiva denúncia de suposta superlotação em escola infantil
Escola foi reorganizada para atender demanda de alunos. (Foto: Karine Pinheiro)
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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Com prejuízo milionário na Educação devido às cheias que atingiram a região, Estrela precisou reorganizar a rede municipal de ensino para dar andamento no ano letivo. Diante da situação, o Ministério Público arquivou uma denúncia de suposta superlotação na Escola de Educação Infantil (Emei) Casa da Criança Estrelense.

O município teve oito escolas atingidas. Destas, cinco foram destruídas. A perda total ultrapassa R$ 24 milhões. Como forma de minimizar o impacto, a Casa da Criança Estrelense acolheu três escolas de Educação Infantil: Pingo de Gente, Arroio do Ouro e Cantinho do Lar. Outros espaços escolares também recebem alunos que tiveram os locais de aulas destruídos.

De acordo com o documento, o município “buscou a melhor solução para o problema, de forma a não deixar as crianças fora da escola”. O Ministério Público entende que a pasta atuou de forma efetiva para garantir o acesso à educação e o acolhimento das crianças atingidas nos espaços escolares.

Segundo a secretária de Educação, Elisângela Mendes, os alunos foram colocados nas escolas de acordo com o local em que residem neste momento, de acordo com o critério da territorialidade. Além disso, as equipes dos educandários também foram remanejadas para as escolas que acolheram as crianças, a fim de não sobrecarregar as demandas.

“Todas as ações tomadas pela Secretaria de Educação neste momento de calamidade, nessa reorganização, têm o acompanhamento do Ministério Público. Em uma situação dessas é necessário adaptar o atendimento de acordo com a realidade. Foram feitas visitas nas escolas que estão atendendo os alunos atingidos”, comenta Elisângela.

Além da Emei Casa da Criança Estrelense, a Emei Paulo Freire acolhe os alunos da Criança Feliz e a Estrelinha recebe as crianças da Raio de Sol. A Emef Cônego Sereno Hugo Wolkmer retomou as atividades na segunda-feira, 3, bem como os alunos da Emef Leo Joas foram encaminhados à escola Odilo Afonso Thomé.

“Não é o cenário ideal, mas fazemos o possível para manter a rede atendendo. Crianças perderam casa e escola. Estão em abrigos ou casas de terceiros. Reorganizamos o sistema de ensino com a finalidade de acolher esses alunos, com a prioridade em garantir que eles estejam em segurança na escola” conclui a secretária.

Prejuízo por escola

  • Emei Arroio do Ouro:
    R$ 1,7 milhão
  • Emei Cantinho do Lar:
    R$ 2,1 milhões
  • Emei Estrelinha:
    R$ 60,5 mil
  • Emei Criança Feliz:
    R$ 3,4 milhões
  • Emei Pingo de Gente:
    R$ 2,6 milhões
  • Emei Raio de Sol:
    R$ 2,9 milhões
  • Emef Cônego Sereno Hugo Wolkmer:
    R$ 1,2 milhão
  • Emef Leo Joas:
    R$ 10,2 milhões
    Total: R$ 24,1 milhões

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