Nova estrutura da Emef Dom Pedro I receberá até 500 alunos

Jardim do Cedro

Nova estrutura da Emef Dom Pedro I receberá até 500 alunos

Construção de dois blocos, com 18 salas, e um ginásio deve estar concluída até o próximo ano letivo. Estrutura é erguida em terreno em frente à escola e tem investimento de R$ 8,1 milhões

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Nova estrutura da Emef Dom Pedro I receberá até 500 alunos
Obra iniciou no fim de 2023, ginásio já foi erguido e agora trabalhos se concentram no bloco A / Crédito: Divulgação
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A Escola Municipal Dom Pedro I, no bairro Jardim do Cedro, recebe uma nova estrutura para 2025. As obras iniciaram no fim do ano passado em um terreno em frente à escola. Serão dois novos blocos, com 18 salas de aula, e um ginásio, num investimento de R$ 8,1 milhões.

Conforme a secretária de Educação de Lajeado, Adriana Vettorello, a previsão é que a estrutura esteja pronta para o próximo ano letivo, mas as obras dependem do clima, reforça. Até agora, o ginásio já foi erguido e o bloco A está no segundo pavimento. O próximo será o bloco B.

Hoje, a Emef atende cerca de 670 alunos, desde o pré até o 9º ano do ensino fundamental. Em 2024, em função do pouco espaço, as turmas de 9º ano foram realocadas para a Univates, onde têm aula junto aos alunos da Emef Porto Novo.

De acordo com a secretária, a ideia é que essas turmas retornem à Emef Dom Pedro I no próximo ano. “O ideal é que os jovens fiquem no seu zoneamento. Temos uma grande demanda de vagas no bairro, por isso a ampliação era tão necessária”, reforça.

Adriana cita que a nova estrutura poderá receber até 500 estudantes. A proposta é que os anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, fiquem nos prédios já existentes da escola. Os novos abrigarão os alunos do pré ao 5º ano.

Conforme a secretária, ainda não foi definido como será constituída a equipe diretiva, se haverá quadros distintos de funcionários ou se a escola terá o mesmo nome. Hoje, conforme a diretora da Emef, Márcia Verruck Gauer, a escola tem em torno de 70 funcionários.

Crédito: Mateus Souza

Apesar de a nova estrutura estar sendo erguida numa área próxima ao atual educandário, ainda haverá um terreno entre os prédios novos e antigos, e não haverá uma ligação direta. Uma nova rua deve inclusive ser aberta para facilitar a entrada na nova escola. “Isso vai ser positivo. Hoje temos muito problema com o trânsito, em especial, nos dias de chuva”, comenta a diretora.

A nova rua ainda não foi aberta e não tem nome definido. A secretária salienta que isso será feito conforme o andamento da obra.

Detalhes da nova estrutura

O projeto de ampliação foi desenvolvido pela Secretaria de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade (Seplan). Com uma área total de 3 mil metros quadrados, será dividido em blocos A e B, ambos com dois pavimentos, interligados por rampa coberta, ginásio esportivo e espaço multiúso.

O bloco A, com 1480m², terá 10 salas de aula, biblioteca, laboratório de aprendizagem, sala com recursos pedagógicos, de acolhimento, setor administrativo, refeitório e cozinha, área de serviço, almoxarifado, pátio coberto e sanitários para funcionários e alunos.

Já no bloco B está prevista a construção de oito salas de aula e sanitários para os alunos. O ginásio será coberto, fechado e com arquibancadas. O chamado “Pátio Círculos” contará com playground e piso emborrachado, além de áreas com grama para atividades recreativas. Já o “Pátio Cubos” terá jardim com plantas sensoriais e espaço de convivência.


Uma história centenária

A escola foi fundada em 1919 por 14 famílias de origem alemã, que residiam na então chamada Linha São Bento do Sul. As atividades iniciaram em 1920, numa pequena estrutura próxima à Igreja São Francisco de Assis do bairro.

As aulas eram todas em alemão, com 15 alunos, da 1ª a 4ª série. Naquele tempo, a escola era chamada de Deutsch Evangelische Schule, Escola Evangélica Alemã. O primeiro professor foi Theobaldo Dick, que, na época, dava aulas também no Colégio Alberto Torres

Foi durante a Segunda Guerra Mundial que a escola mudou o nome alemão para Dom Pedro I. Era época do Estado Novo de Getúlio Vargas e o Brasil enfrentava a Alemanha na guerra.

Em 1963, a escola passou a funcionar no endereço atual. Uma pequena salinha foi erguida, onde uma professora dava aula para todas as turmas. Ainda hoje a estrutura existe na escola, no meio do pátio, e serve como sala dos professores. A escola foi municipalizada em 1993, época em que já tinha outros prédios também.

 

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