Falta transparência e (mais) agilidade à CCR Viasul

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Falta transparência e (mais) agilidade à CCR Viasul

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A tragédia do início de maio já completou um mês e a CCR Viasul ainda não conseguiu – ou não quis – explicar com detalhes o que ocorre com a ponte sobre o Arroio Boa Vista, no sentido interior-capital da BR-386. Os impactos atormentam a vida dos motoristas e, também, dos lajeadenses que vivem ou trafegam pelas vias municipais mais próximas à rodovia federal.

De novo. Passados mais de 30 dias da maior enchente já registrada no Vale do Taquari e a concessionária não soube explicar o problema verificado naquela estrutura, e tampouco veio a público para minimamente apresentar uma estimativa à liberação do fluxo. Ora, é grave a falta de comunicação da CCR Viasul com os milhões de clientes gaúchos.

Não por menos, e eu tenho restrições à tal decisão, a Justiça Federal aceitou a provocação do Ministério Público Federal e chancelou um pedido do governo de Marques de Souza para cessar a cobrança de pedágio em toda a BR-386, ao menos até a conclusão das vias de acesso àquele município. Um gargalo menor se comparado ao transtorno gerado pela ponte avariada em Estrela. Mas com duras consequências. E foi a falta de comunicação e transparência que levou o debate ao judiciário. Aliás, um cenário que tende a piorar para a concessionária se os diretores não se atentarem a essa irresponsável e melindrosa dispersão.

Ponte de Ferro não deverá ser demolida

O governo de Lajeado trabalha desde a semana passada com um “plano B” para reajustar as ligações com Arroio do Meio sobre o Rio Forqueta. Eu explico. Paralelo à reconstrução da histórica Ponte de Ferro – uma ação voluntária de empresas da região –, o Executivo lajeadense finaliza processo de licitação para construir, no mesmo local, uma ponte de concreto com duas vias para veículos leves e caminhões.

Uma obra orçada em R$ 11,8 milhões e que já conta com R$ 6,7 milhões do governo federal, além de um futuro suporte por parte do Executivo arroio-meense. Para isso, porém, a administração municipal prevê a demolição da antiga travessia. Ocorre que uma movimentação orgânica da sociedade civil clama pela preservação da histórica ponte, construída entre 1927 e 1939, e sugere a reinvenção do movimento capitaneado pelo prefeito Marcelo Caumo (PP).

A sugestão é construir a nova e moderna ponte ao lado da antiga estrutura. E eu reforço. Desde a semana passada o governo de Lajeado já trabalha para tentar alinhar os futuros investimentos com o clamor popular. Ou seja, vai rever a incômoda destruição daquele cartão-postal.

A Oclaje (também) precisa de ajuda

A Orquestra de Concertos de Lajeado (Oclaje) também sofreu os impactos da histórica enchente de maio. O espaço onde eram realizados os ensaios foi inundado e houve uma “grande perda em equipamentos”, informa a direção. Diante disso, a Oclaje solicita auxílio financeiro da comunidade para reaver instrumentos e mesas de som. E os detalhes desta ajuda estão no Instagram da entidade.

Ranzi sugere uma nova prefeitura

Vereador e pré-candidato a prefeito de Lajeado, Carlos Ranzi (MDB) utilizou o plenário para afirmar que o governo municipal “precisa dar o exemplo”. Dito isso, e diante do fato da maior enchente da história ter atingido prédios da administração municipal, ele sugere a construção de uma nova prefeitura no terreno do Daer, localizado no entroncamento da Av. Benjamin Constant com a Av. Alberto Pasqualini, e recém-incorporado ao patrimônio público.

O problema dessa instigante provocação é o tamanho que ela pode ganhar se a lógica do vereador for levada a cabo. Afinal, não foi só a prefeitura e as secretarias que foram atingidas. Há diversos outros exemplos. O próprio prédio da câmara de vereadores também sofreu (e sofre de forma constante) com as duras enchentes. Assim como a Igreja da Matriz, o “Castelinho”, além de centenas de espaços comerciais, educacionais e moradias que nunca haviam sido atingidas. Não é simples. E talvez não seja este o melhor caminho para o momento.

Tiro curto

  • A Amvat precisa “entrar de sola” em alguns debates pertinentes à reconstrução e à logística do Vale do Taquari. Neste momento, é crucial o alinhamento de estratégias coletivas e regionais.
  • Uma pena que a iniciativa do governo de Estrela – que instalou divisórias no abrigo do Cristo Rei – não tenha sido copiada por outros municípios.
  • Em Lajeado, a vereadora Ana da Apama (PP) sugere ao Executivo um Projeto de Lei para a criação de “aluguel social para estabelecimentos comerciais atingidos pela enchente”.
  • Ainda em Lajeado, o vereador Marcos Schefer (MDB) sugere que a Mesa Diretora da câmara repasse uma parte do orçamento da câmara que (sempre) é devolvido no fim do ano ao Executivo seja destinado para auxiliar na construção e aquisição de moradias para os desabrigados. É uma boa ideia e eu assino embaixo. Desde que tal ato não sirva de palanque eleitoral, é claro.
  • Já em Encantado, a câmara protelou (outra vez) a votação do projeto de lei que autoriza a concessão, mediante licitação, para exploração comercial das Lagoas da Garibaldi. A matéria segue em análise na Comissão de Constituição e Justiça, Redação e Bem-Estar Social.
  • Também em Encantado, o vereador Valdecir Cardoso (PP) pediu vistas ao simples projeto do Executivo que denomina “Avenida Cristo Protetor” a via pública que dá acesso ao Complexo do Cristo Protetor.

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