Crédito a empresas terá juros de até 4%, diz ministro

RECONSTRUÇÃO

Crédito a empresas terá juros de até 4%, diz ministro

Paulo Pimenta detalhou as medidas de apoio a médios e grandes negócios. Recurso deve alcançar R$ 15 bilhões

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Crédito a empresas terá juros de até 4%, diz ministro
Ministro detalhou as ações do governo em entrevista na Rádio A Hora (Divulgação)
Vale do Taquari
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Em entrevista no programa Frente e Verso da Rádio A Hora, o ministro extraordinário da Reconstrução, Paulo Pimenta, detalhou as medidas do governo federal para a reconstrução do Vale do Taquari. Segundo ele, o governo tem atuado em todas as frentes, incluindo saúde, educação e agricultura.

Pimenta admitiu que, em 2023, o governo não conseguiu atender às necessidades das grandes empresas com faturamento acima de R$ 4,8 milhões. Contudo, do R$ 1 bilhão anunciado no ano passado, mais de R$ 780 milhões foram contratados por micro e pequenas empresas.

Agora, o governo está detalhando as ações previstas com o novo recurso de R$ 15 bilhões. Segundo Pimenta, houve um grande empenho para que as cooperativas de crédito possam operar esse montante também. “Temos três faixas, com dois anos de carência para investimentos. Reservamos parte do recurso para pequenas e grandes empresas, separando por faixas. Teremos mais recursos disponíveis. O inicial foi de R$ 15 bilhões,” afirmou o ministro.

Os R$ 15 bilhões serão liberados na próxima segunda-feira, em linhas de crédito para financiamento, maquinários, construção civil e capital de giro, com três linhas de financiamento. “Esses recursos serão disponibilizados para cidades em situação de calamidade, beneficiando o setor empresarial, pois muitos setores, mesmo não afetados diretamente, não conseguiram operar devido à perda de logística ou destruição”

Fiscalização dos recursos

O ministro também ressaltou a necessidade de acompanhar as ações das prefeituras. “Vamos fazer um pente-fino. Tudo que fizemos no ano passado, vamos ver o que andou, o que não andou e por quê. Vamos acompanhar cidade por cidade”,concluiu Pimenta.

Três linhas de financiamento

  • Compra de máquinas, equipamentos e Serviços: as taxas de juros de 1% ao ano, somado à diferença entre a taxa cobrada pelos bancos e a taxa paga pela instituição financeira ao captar o dinheiro (chamada de “spread bancário”). O prazo é de 60 meses, com carência de um ano;
  • Financiamento a empreendimentos: projetos customizados incluindo obras de construção civil. As taxas de juros têm um custo base de 1% ao ano, somado à diferença entre a taxa cobrada pelos bancos e a taxa paga pela instituição financeira ao captar o dinheiro (chamada de “spread bancário”). O prazo é de 120 meses, com carência de dois anos.
  • Capital de giro emergencial: taxas de custo base de 4% ao ano para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) e 6% ao ano para grandes empresas, mais o spread bancário. O prazo é de até 60 meses com carência de 12 meses.

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