“Somos vistos como ladrões pelo governo”, diz prefeito de Vespasiano Corrêa

ENTREVISTA | FRENTE E VERSO

“Somos vistos como ladrões pelo governo”, diz prefeito de Vespasiano Corrêa

Tiago Michelon cobra agilidade e menos burocracia para reconstruir estradas e reconectar cidades da região

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Atualizado quarta-feira,
29 de Maio de 2024 às 11:24

“Somos vistos como ladrões pelo governo”, diz prefeito de Vespasiano Corrêa
Prefeito Tiago Michelon. Crédito: Marcel Lovato
Vespasiano Corrêa
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Os governos municipais aprendem a lidar com catástrofes ambientais de forma obrigatória, ao mesmo tempo que o estadual e federal. Porém, o fardo recai sobre os municípios, diz o prefeito de Vespasiano Corrêa, Thiago Michelon (PL). O gestor compreende como necessária a desburocratização dos processos, para concretização dos planos.

Nós somos vistos como ladrões pelo governo, porque não confiam nos prefeitos. Precisamos de recursos livres [..]. Não adianta a gente ter que provar o motivo. Passam 15 dias, um mês, dois meses, e até a enchente é esquecida.”

O município de quase 2 mil habitantes possui em caixa R$ 3 milhões como reserva, enquanto 70% do orçamento municipal é direcionado ao governo federal. O prefeito menciona que caso utilizasse este valor em caixa, para restabelecer a ordem do município, colapsaria o sistema, porque faltariam recursos para outras frentes. “Precisamos de recurso livre, para tratar emergência e calamidade com a seriedade e celeridade que elas merecem.”

Michelon também comenta sobre a necessidade de investimento em profissionais capacitados para executar a liberação de obras. Processo que segundo o gestor tem ocorrido de forma vagarosa e errônea. “Quando o governo municipal junto a comunidade, constroem uma medida emergencial, a Defesa Civil indefere o pedido, porque considera que já foi resolvido”, ressalta o prefeito.

A estrada São Luís, a única via de acesso entre Muçum e Vespasiano Corrêa, tem o custo de mais de R$ 50 mil, para reparações no trecho de 12 km. Valor é pago pelo governo municipal e pode ser considerado um prejuízo aos cofres públicos e a comunidade, que perdeu a tranquilidade. “Imagina ter o fluxo de uma ERS, dentro de cidade que era calma”, exclama Michelon, que reconhece que ainda que a situação esteja incompatível, é este trajeto que esta salvando a região.

Nesta quarta-feira, 29, saiu no Diário Oficial da União, a dispensa de licitação para a execução indireta entre a rodovia ERS-129 e a ERS-130. Obras serão executadas para o restabelecimento de aterro, para recuperação da via e normalidade do tráfego. Ainda não há data de início e conclusão.

Assista a entrevista na íntegra

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