Paciência tem limites

Opinião

Fabiano Conte

Fabiano Conte

Jornalista e Radialista

Paciência tem limites

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Lutamos contra a burocracia e a falta de perspectivas. Trinta dias após a devastadora enchente no Vale do Taquari a população ainda enfrenta enormes desafios para retomar suas vidas. A resiliência das pessoas está sendo testada ao limite, e a paciência começa a se esgotar diante da morosidade burocrática e da falta de soluções concretas. Desde o início da tragédia, muitos se mobilizaram para ajudar, mas a complexidade do processo de recuperação está revelando falhas estruturais. Embora os valores prometidos pelos governos finalmente comecem a ser liberados, a burocracia imposta por alguns municípios, Estado e União tem retardado a chegada dos recursos necessários para a reconstrução.

Foto: FILIPE FALEIRO

Os mais afetados, especialmente aqueles que perderam suas casas, estão em uma situação desesperadora. Eles precisam de uma perspectiva clara e realista sobre quando poderão ter um teto sobre suas cabeças novamente. A reconstrução de moradias é um processo demorado, e essas pessoas não podem ficar indefinidamente em abrigos públicos ou na casa de amigos e familiares. A ausência de um horizonte definido cria um sentimento de desespero e desamparo.

Nove meses depois…

A frustração é ainda maior quando se olha para casos como o do município de Muçum, onde promessas feitas em setembro do ano passado ainda não foram cumpridas, nove meses depois. Isso alimenta a sensação de que a ajuda prometida pode demorar muito mais tempo do que o suportável para chegar. A experiência trágica do Vale do Taquari destaca a necessidade urgente de repensar os mecanismos de resposta e assistência em situações de desastre, tornando-os mais ágeis e eficientes. Enquanto isso, a população segue lutando, mostrando uma força e resiliência impressionantes.

Papagaios de pirata

A presença de “papagaios de pirata” durante a tragédia da enchente no Vale do Taquari foi notável. Estes indivíduos aproveitam-se da situação crítica para buscar benefícios próprios, seja para se promoverem politicamente, ganharem visibilidade nas redes sociais, ou obterem vantagens financeiras. Embora a maioria das pessoas envolvidas esteja genuinamente empenhada em ajudar, é essencial reconhecer a diferença entre quem realmente contribui de coração e aqueles que apenas querem se aproveitar do cenário trágico para se destacar.

A perda de um líder

Foto: Arquivo/A Hora

Aos 88 anos, Aloysio Antônio Weschenfelder faleceu, deixando um legado de liderança e dedicação à comunidade de Forqueta, interior de Arroio do Meio. Weschenfelder, reconhecido como cidadão arroiomeense, nasceu em 7 de julho de 1935, em Cruzeiro do Sul. Com 23 anos, ele se mudou para Forqueta, onde iniciou sua carreira como alfaiate. Sua trajetória pública começou como vereador, cargo que ocupou por um mandato.

Ele foi uma figura central na criação do distrito de Forqueta e se tornou o primeiro subprefeito da localidade. Além de sua atuação política, Weschenfelder presidiu a sociedade de água local e o clube Forquetense. Membro dedicado do MDB, ele sempre manifestou seu amor por Forqueta, sentimento que expressava abertamente e que marcou sua vida e ações. Sua perda é sentida por toda a comunidade, que reconhece sua contribuição inestimável ao longo dos anos.

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