Campanha da Acil estimula a reconstrução do Vale

O MEU NEGÓCIO

Campanha da Acil estimula a reconstrução do Vale

Entidade formou grupos de trabalho para direcionar ações de restauração das empresas e fomentar negócios

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Campanha da Acil estimula a reconstrução do Vale
Fernando Arenhart (e), Pâmela Faleiro e Joni Zagonel participaram do programa “O Meu Negócio”, na segunda-feira, 27. (Foto: Deivid Tirp)
Vale do Taquari
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“Vale do Taquari: Nosso futuro é aqui”. Este é o slogan da mais nova campanha da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), que incentiva as pessoas e famílias atingidas pelas enchentes a reconstruírem suas atividades para voltarem a viver de forma plena na região. A iniciativa foi desenvolvida pelo Setor de Comunicação da Acil (Secom) e está disponibilizada para todas as entidades e municípios do Vale.

Presidente da Acil, Joni Zagonel conta que a campanha surgiu em resposta aos comentários e as ofertas que sugeriam que as pessoas deixassem a região em busca de oportunidades melhores. “Criamos um movimento para mostrar um caminho, para mostrar que temos possibilidades e um futuro que será bom aqui”, destaca.

Para isso, Grupos de Trabalho (GT) foram criados a fim de discutir estratégias e soluções para estimular os negócios. A exemplo, um dos primeiros GT envolveu a área financeira e tributária, para que os empresários pudessem sanar dúvidas e auxiliá-los com as demandas imediatas. O diretor de Integração Regional, Fernando Arenhart, conta que entre os desafios apresentados estavam a dificuldade de enviar as informações aos contadores, gerar a folha de pagamento e pagar os tributos.

“Fizemos uma reunião muito rápida e, com base no que foi feito na pandemia, elencamos algumas medidas e exigências. Solicitamos a prorrogação de tributos, de parcelamentos ativos, entrega de obrigações acessórias, entre outros”, explica Arenhart.

O GT de comunicação se preocupou em traduzir o sentimento coletivo, por meio de seus conteúdos e mensagens. Todos os materiais da campanha foram idealizados para que não somente a Acil, mas todos os empresários possam utilizá-los e fazer um movimento conjunto.

“Gosto de frisar que a gente usa a palavra ‘futuro’ no slogan com ele sendo algo imediato. Afinal, cada passo que a gente dá está construindo o futuro que a gente quer. O Vale do Taquari tem condição de se reerguer, sim”, afirma a diretora de comunicação da Acil, Pâmela Faleiro.

A mobilização da Acil desdobra-se em três grandes linhas de ação, que são concretizadas em atividades focadas. Os eixos macro em que a entidade trabalha visam facilitar a reconstrução e viabilidade de funcionamento das empresas com a constituição dos GT Econômico-tributário e Juntos pelo Vale. Os grupos vão trabalhar questões específicas, que incluem o movimento para encaminhar as demandas de infraestrutura (mobilidade e logística) e a atuação conjunta com outros órgãos para a implementação de sistema de monitoramento do rio Taquari.

O bate-papo completo sobre o projeto da Acil pode ser conferido nas plataformas digitais do Grupo A Hora. O programa “O Meu Negócio” é transmitido ao vivo nas segundas-feiras, na Rádio A Hora 102.9 e nas plataformas digitais. Tem o patrocínio de Motomecânica, Kappel Imóveis, Black Contabilidade, Marcauten, Grupo Zagonel, A Mobília Lajeado, Dale Carnegie, Sunday Village Care, 3F1B Móveis Estratégicos e STW Automações.

Dica de leitura

SONHO GRANDE
CRISTIANE CORREA

Este livro é o relato detalhado dos bastidores da trajetória dos empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. O trio foi responsável por erguer, em pouco mais de quatro décadas, o maior império da história do capitalismo brasileiro e ganharam uma projeção no cenário mundial.

Nos últimos cinco anos eles compraram nada menos que três marcas americanas conhecidas globalmente: Budweiser, Burger King e Heinz. Tudo isso na mais absoluta discrição, esforçando-se para ficar longe dos holofotes.

Sonho grande traz os segredos desses empresários, desde a fundação do banco Garantia, nos anos 70, até os dias de hoje.

Entrevista
Joni Zagonel – Presidente da Acil
Pâmela Faleiro – Diretora de comunicação da Acil
Fernando Arenhart – Diretor de Integração Regional

Wink – Vocês tocam o negócio de vocês e precisam tocar uma entidade empresarial. O que dá para fazer igual e o que é diferente?

Fernando – Já tive experiência com a OAB, Observatório Social de Lajeado e a JCI.  No ambiente empresarial você ainda tem uma certa relação que é uma relação de emprego, de dependência econômica, que às vezes resolve a questão. Nas entidades você não pode fazer isso, é preciso lidar de outra forma. Como você vai estimular uma pessoa que está doando seu tempo livre? Estimular até é mais fácil, mas como cobrar o resultado. Essa sempre foi a grande dificuldade. Mas acredito que a nossa região é muito prolífica em resultados. A gente sempre teve associações voluntárias muito participativas.

Fernando – A partir do momento que a gente está falando por ACIL por entidade, a gente está representando muita gente. Não pode ser simplesmente a vontade do presidente ou do diretor. A gente precisa lembrar sempre do porquê a gente existe e atuar nesse sentido. O perfil comunitário e a experiência em entidades voluntárias ajuda muito.

Pâmela – Isso é algo que nós três temos em comum, a participação anterior em entidades como a JCI e o Rotaract. É algo que vem da gente de trabalhar nestas instituições. Eu acho que a maior diferença é essa mesmo.

Wink – A gente vive um ecossistema de trocas 360, tem até livros sobre isso. Como vocês aplicam na vida profissional essas experiências? O que soma e é importante?

Fernando – Eu acredito que em tempos de polaridade de opiniões e acirramento nos ânimos, um dos maiores aprendizados é a capacidade de formar consensos. A gente tem de achar que as coisas são decididas por uma cabeça. No entanto, ter processos e metodologias que consigam tirar o melhor de todo mundo acho que esse é um aprendizado interessante do trabalho voluntário, neste tipo de associação.

Joni – A tendência no ambiente empresarial, principalmente quando é menor, é de se procurar pessoas parecidas. Quando se vem para um grupo voluntário, amplia a chance de se ter opiniões diferentes e isso é muito enriquecedor e bom. Quando se consegue construir algo e tirar proveito das opiniões diversas e tomar uma decisão embasada, é muito rico e produtivo.

Wink – Quais medidas vocês percebem que as pessoas adotaram em relação ao cenário que a gente vive hoje?

Pâmela – Uma coisa que aflorou muito foi essa conscientização do real impacto de uma enchente. Como Lajeado é uma cidade que sofre com cheias desde sempre, isso era muito normalizado. Porque sempre pegava os mesmos lugares, as mesmas pessoas. A partir do ano passado começou a se expandir e criar uma conscientização de que precisamos todos agir por essa causa, e não somente fazer coisas posteriores ao fato.

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