Movimento Pró-Matas Ciliares

Opinião

Luciane E. Ferreira

Luciane E. Ferreira

Jornalista

Movimento Pró-Matas Ciliares

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Uma carta aberta destinada a gestores públicos, administradores, conselheiros de Meio Ambiente, promotores de Justiça e comunidade em geral marca o início do Movimento Pró-Matas Ciliares do Vale do Taquari. Trata-se de um grupo formado por pessoas de diversos segmentos da sociedade, constituído, principalmente, por profissionais técnicos da área ambiental, ambientalistas e simpatizantes da causa ambiental.

Entre os propósitos do grupo está auxiliar na recuperação das margens de rios e encostas. “O movimento surge como uma estratégia para a construção de ações que estejam focadas na recuperação do Vale do Taquari e que considerem aspectos ambientais, além do social e do econômico”, diz o texto.

Há mais de 10 anos

Não é de hoje que pesquisadores e estudiosos alertam sobre a importância da conservação da mata ciliar. Em 2013, já estava em andamento o projeto “Corredor Ecológico”, capitaneado pelo Ministério Público regional. O Rio Taquari era o alvo do trabalho, que envolvia os municípios de General Câmara, Taquari, Venâncio Aires, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Estrela, Lajeado, Colinas, Arroio do Meio, Roca Sales, Muçum, Encantado, Santa Tereza e São Valentim. A meta era recompor e proteger a mata ciliar do rio Taquari, por meio de ações que resultassem na proteção dos recursos hídricos, minimizando o impacto ambiental das áreas de margens.

Agora é urgente

Depois das últimas enxurradas, pouco ou nada sobrou da mata ciliar. Nem mesmo escaparam áreas que estavam em recuperação, por meio de projeto desenvolvido por mestrandos e bolsistas de iniciação científica da Univates. Na enchente de setembro passado, as mudas foram levadas. E agora a força da água levou as barrancas, dando outros contornos ao rio – desvastado.

Silvicultura

Organizações ligadas ao meio ambiente enviaram um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo que ele vete o projeto de lei que exclui a silvicultura da lista de atividades consideradas potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais. Trocando em miúdos, se Lula sancionar a lei, não será mais exigida licença ambiental para plantio em larga escala de espécies como eucalipto, pinus e mongos. Segundo notícia da Agência Brasil, assinam o ofício a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa); o Instituto Socioambiental (ISA); o Observatório do Clima e a WWF Brasil.

Em tempo

O tema foi aprovado em regime de urgência na Câmara dos Deputados, em 8 de maio. Com tantos desastres ambientais, qualquer flexibilização deve ser muito bem analisada.

Debate

O projeto Viver Cidades promove debate nesta terça-feira, 28, das 20h às 21h, com transmissão pela Rádio A Hora e Facebook e YouTube.

O tema “Os impactos da enchente no Rio Taquari” será abordado pelo engenheiro ambiental, membro da Federação Nacional das Associações de Engenharia Ambiental e Sanitária, Ivan Cesar Tremarin; o biólogo, especialista em zoologia e mestre em biologia animal, Hamilton Grillo; e o engenheiro ambiental com especialização em permacultura e pós-graduado em Engenharia Geotécnica, Cleberton Bianchini.

Para estudantes

Estão abertas as inscrições para segunda edição do Concurso Viver Cidades, voltado a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Carta para o Futuro e vídeo sobre o tema Rio Taquari são os desafios deste ano. Acesse grupoahora.net.br, aba Viver Cidades.

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