Desabrigados de Lajeado cobram vereadores por projetos habitacionais

LEGISLATIVO

Desabrigados de Lajeado cobram vereadores por projetos habitacionais

Moradores do Conservas e outros bairros exigem celeridade nos cadastros feitos pelo governo e destinação de áreas para terem acesso à moradias e deixarem abrigos públicos

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Atualizado terça-feira,
21 de Maio de 2024 às 19:30

Desabrigados de Lajeado cobram vereadores por projetos habitacionais
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Reforçados por integrantes de movimentos sociais, inclusive de outros estados, desabrigados de Lajeado após a enchente pressionaram os vereadores na sessão desta terça-feira, 21, em relação ao andamento no processo para construção de moradias populares. Devido a diversas interferências durante a sessão e momentos até de ânimos exaltados, os vereadores acordaram com o público uma conversa após a sessão.

Entre as queixas, a demora no cadastramento das famílias atingidas e que precisaram recorrer a ginásios e demais abrigos públicos. Além disso, exigiram que parte do superávit anunciado pelo governo municipal seja revertido para o setor de habitação, além das verbas oriundas do estado e governo federal.

Sérgio Kniphoff (PT) cobrou ações dos agentes públicos mais voltadas aos problemas sociais. “Quem é político tem que gostar de gente. O que vi nos últimos dias é um descuidado com as pessoas. Se vocês não têm casa pra ir, não saiam dos pavilhões. Não saiam dos abrigos se não for pra ter moradia digna”, pediu.

Isidoro Fornari Neto (PP) contrariou a opinião do petista e orientou as pessoas a aceitarem a acomodação em algum lugar melhor do que os ginásios se tiverem a oportunidade. “Se tiverem lugar melhor vão”, indicou.

A burocracia no cadastramento das vítimas também rendeu críticas. Conforme Jones Vavá (MDB) falta envolvimento do governo com os bairros mais carentes de Lajeado. “Sò tem duas pessoas aptas a fazer o cadastramento em todo o município. Por isso são apenas 40 fichas por dia”, lamentou.

Ana da Apama (PP) avisou que insistirá em projeto para isenção do IPTU aos atingidos pela enchente. “Mesmo que tenha parecer contrário, vou apresentar para votação”, disse.

Marquinhos Scheffer (MDB) sugeriu o aproveitamento dos cadastros feitos em 2023 para conceder benefícios de forma mais ágil. “Pra que tanto cadastro?”, questionou.

Márcio Dal Cin (MDB) apontou que os desabrigados precisam cobrar uma audiência com o prefeito Marcelo Caumo. “Me coloco a disposição para ir com vocês”, afirmou.

Carlos Eduardo Ranzi (MDB) citou que não houve um projeto relacionado com a enchente enviado para o Legislativo nas últimas semanas. “Desde o ano passado não houve investimentos na defesa civil”, lembrou.

Paula Thomas (PSDB) argumentou que a burocracia é um agente que dificulta o processo de auxílio pelo município. “Casa é o principal ponto. É a burocracia que atrapalha”, definiu.

O presidente Lorival Silveira (PP) declarou que é preciso união de esforços para auxiliar as pessoas sem moradia. “Temos que estar junto com vocês. Pensar juntos”, resumiu.

Os desabrigados indicaram que uma área onde fica o campo de futebol do bairro Conservas possa ser utilizada para construir residências. Outro pedido foi por cobrança ao setor imobiliário pela exigência de valores antecipados como “caução” para liberar as estruturas no processo de locação.

Votações adiadas

Nenhum projeto foi apreciado. Como houve pedido de vistas de duas das propostas, uma delas com regime de urgência, o adiamento causou o trancamento da pauta e a necessidade de votação do texto na próxima semana.

A próxima sessão ocorre na terça-feira, 28, a partir das 17h.

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