“Não desista, vamos seguir em frente e vencer”, afirma Elmar Schneider

ENTREVISTA | FRENTE E VERSO

“Não desista, vamos seguir em frente e vencer”, afirma Elmar Schneider

Nos 148 anos de emancipação de Estrela, prefeito descreve cenário pós-enchente e garante que ninguém ficará sem moradia

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Atualizado segunda-feira,
20 de Maio de 2024 às 11:22

“Não desista, vamos seguir em frente e vencer”, afirma Elmar Schneider
Prefeito Elmar Schneider (Foto: Pedro Rodrigues)
Estrela
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Em meio ao caos que assola a maioria dos municípios do Vale do Taquari, Estrela completa 148 de emancipação nesta segunda-feira, 20. Aos poucos, as pessoas, o comércio tentam recomeçar após mais um desastre ambiental. Em sua fala, durante entrevista ao programa Frente e Verso, o prefeito Elmar Schneider desabafa emocionado e diz que tem muita esperança e fé de que os estrelenses vão ter força para se reerguer e seguir em frente.  

A exemplo disso, na escadaria de Estrela, duas estátuas de Adão e Eva que representam o comércio e a indústria. “Quero dizer, não vamos desistir, muito pelo contrário. Tivemos muitas perdas, muitas famílias e funcionários nossos que perderam tudo, mas não escutei nenhum falar que não dá mais, pelo contrário, vamos vencer.”

No município, sete ginásios abrigam mais de um mil pessoas. Schneider reforça que, a partir de hoje, todos os abrigos públicos terão divisórias para garantir mais privacidade e respeito para as famílias que perderam suas moradias. “Não faltará café da manhã, almoço, jantar, aquele abraço. O ser humano merece respeito e dignidade.”

Além disso, o gestor afirma que nenhum munícipe ficará sem moradia. Somente em Estrela, mais de duas mil casas foram destruídas ou tiveram avarias e um prejuízo estimado em mais de R$ 1 bilhão. “Quem reside no Marmitt, na Vila Tereza, no Moinhos, todos vão ter a sua casa com a ajuda do governo estadual e federal. Não tenho nenhuma dúvida que, como prefeito, darei de volta a cada um à sua dignidade”. Enquanto isso, as famílias permanecem por tempo indeterminado nos abrigos públicos. 

Na educação, foram seis escolas destruídas e mais de quatro mil alunos da rede municipal com as aulas prejudicadas. “A Leo Joas, com mais de 600 alunos, vamos reconstruir a escola e não deixaremos nenhum aluno sem aula. Não podemos desistir, vamos seguir em frente.”

Schneider ressalta ainda que o comércio, aos poucos, retoma suas atividades. “Pedimos para que as pessoas comprem no comércio local para que a economia continue girando e mantendo os empregos.”

Acompanhe a entrevista na íntegra

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