Sérgio Diefenbach propõe construir “uma nova Cruzeiro do Sul”

CHEIA DO TAQUARI

Sérgio Diefenbach propõe construir “uma nova Cruzeiro do Sul”

Promotor de Justiça afirma que é necessário unir esforços para restabelecer bairros destruídos em outro local. Julgamentos e fake news devem ser desconsiderados

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Atualizado segunda-feira,
13 de Maio de 2024 às 15:28

Sérgio Diefenbach propõe construir “uma nova Cruzeiro do Sul”
Foto: Paulo Emerson da Silva
Cruzeiro do Sul
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Os estragos causados pela cheia do início do mês não se limitam ao Vale do Taquari. De forma rápida, alcançou o estado e afetou 447 municípios gaúchos. “Municípios e Estado se preparavam muito mal para enfrentar uma cheia semelhante à de setembro. Nessa precária situação, veio uma completamente maior”, descreve o promotor de Justiça Sérgio Diefenbach.

Esforço coletivo deve ser mobilizado para moradores de áreas de arraste não retornarem a estas regiões. “Se for necessário, que se reconstrua uma nova Cruzeiro do Sul. Porém, em espaço seguro, adequado e distante da zona de passagem da cheia, onde tem arraste e destruição.”

Para resolver com urgência essa demanda da construção de novas moradias em áreas seguras, o projeto “Uma Casa por Dia” visa a construção de lares dignos para famílias que perderam tudo durante as cheias. A iniciativa envolve a Agil (Agência de Inovação Local), Pro_Move Lajeado, Univates, empresários, Promotoria Regional Ambiental do MP, Gira e Observatório de Marcas.

Em relação aos deslizamentos em diversas cidades do Vale, ele ressalta que o Ministério Público concentra esforços em identificar e aprimorar as análises geológicas, para assegurar a segurança das famílias. “Isso ainda é novidade para nós. Está todo mundo assustado. O perigo não é anunciado. Ele é real”, menciona o promotor.

Ele explica que devido à proporção que as inundações têm tomado, estudos são executados para construção de novos planos diretores. Sugere-se novas áreas habitáveis, além de que no momento não estão sendo expedidas autorizações para aterramentos e construções em terrenos, sem criteriosa avaliação.

Para finalizar, ele ressalta que neste momento julgamentos e compartilhamento de fake news não contribuem em nada na resolução das demandas. “Neste momento de tragédia temos que dar as mãos e fazer todo o possível para ajudar, porque estamos testando os limites de todas as pessoas e serviços.”

Ouça a entrevista na íntegra 

 

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