“Sinto que amadureci muito com o esporte”

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“Sinto que amadureci muito com o esporte”

Natural de Estrela, aos 24 anos, Larissa Dick é atleta profissional de fisiculturismo, categoria Bikini. A motivação “é a minha versão do passado, a qual eu trabalho para me distanciar cada vez mais. Eu sempre busco evoluir dentro dos limites da minha categoria no fisiculturismo, além do físico, quero ter saúde, ter força para dar conta das tarefas da vida”

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Atualizado terça-feira,
23 de Abril de 2024 às 08:19

“Sinto que amadureci muito com o esporte”

Como e quando descobriu as habilidades nas passarelas?

Aos 11 anos de idade, um scouter me parou na escola me convidando para participar de uma convenção de modelo da Four Models, pois me enquadrava nos padrões necessários. Lembro desse dia em detalhes, voltei para casa e falei para minha mãe que era isso que eu queria para minha vida, eu já amava tirar fotos sozinha, criar cenários em casa, fazia meus próprios ensaios, me maquiava, era bem criativa em questão a isso. Frequentei as convenções da Marla dos 11 anos até os 15, fiz trabalhos pela região e em São Paulo onde fui sozinha morar em um apartamento de modelo aos 14 anos e, aos 16, idade mínima para viajar sozinha, fui para meu primeiro contrato no exterior, que foi na China, em Shanghai e em seguida em Guangzhou, e foi assim até a pandemia chegar, fazendo contratos mundo afora.

Dos países que passou, dos trabalhos realizados, qual mais marcou a sua carreira e vida?

Minha primeira experiência no exterior foi em Shanghai, uma cidade bem futurista da China, voltei para lá algumas vezes e, com certeza, tem um lugar especial no meu coração. Em 2018, tive o prazer de levar a minha mãe para conhecer. Depois conheci Guangzhou, morei em Hangzhou, viajei a trabalho também para a Coreia do Sul, Hong Kong, Tailândia, Filipinas, Milão, cada lugar que fui, foi algo único, todos os lugares eu amei e voltaria, eu amo culturas diferentes, costumes, culinárias, línguas diferentes.

De modelo para fisiculturista. Como surgiu a paixão pelo fisiculturismo?

Em novembro de 2019, fui para uma temporada em Milão, meu primeiro contrato na Europa, onde dividi apartamento com um grande amigo brasileiro que gostava muito de treinar, me ensinou as técnicas corretas dos exercícios, treinávamos juntos no parque, academia e, surgiu a mesma chama no peito, de quando surgiu com a moda lá em 2011, eu fiquei viciada nesse universo.
Mas como era algo muito distante, eu jamais imaginaria que entraria para este mundo, fui treinando apenas para ganhar mais volume e definição, que era o desejo da época, pesquisava muito sobre alimentação, passei a comer mais regrado. Depois de Milão voltei para Filipinas, em seguida Tailândia, continuei com os treinos todos os dias, foi onde começou a pandemia, onde minha agência achou melhor que retornasse ao Brasil e, quem sabe, dar continuidade aos trabalhos para o fitness por aqui. Voltei e o destino foi outro. Conheci meu namorado que me apresentou meu treinador, logo de início já iniciamos os trabalhos para um campeonato estreante e, desde então, não paramos.

Analisando as duas, modelo e fisiculturista, qual você mais se identifica?

Hoje, obviamente atleta. Eu me sinto mais completa, mais forte e posicionada, sinto que amadureci muito com o esporte, tento imaginar como eu seria fisicamente se o esporte não tivesse aparecido na minha vida. O meu maior medo é ser magra novamente como eu era, hoje valorizo muito minha saúde.

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