Germano Rigotto: atrito entre conselheiros provoca queda de ações da Petrobras

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Germano Rigotto: atrito entre conselheiros provoca queda de ações da Petrobras

Ex-governador analisou desdobramentos à estatal, aumento da alíquota do ICMS e o projeto pró-hospitalar

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Germano Rigotto: atrito entre conselheiros provoca queda de ações da Petrobras
Germano Rigotto (Foto: Antonio Augusto / Agência Câmara / Divulgação)

Ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto abordou o atrito entre o governo federal e a diretoria da Petrobras sobre a distribuição dos dividendos extraordinários da empresa. A discussão virou pública devido às trocas de farpas entre os conselheiros nos meios de comunicação.

Os conflitos resultaram na queda do valor das ações da empresa e até mesmo na retirada de investidores. O ex-governador relembrou uma conversa com um grande investidor, que não enxergava potencial em investir na estatal devido à instabilidade percebida, atribuída às interferências políticas na organização, questões que, na sua opinião, não deveriam ser objeto de debate dentro da empresa.

Quanto ao aumento da alíquota do ICMS, o governador Eduardo Leite convocou uma reunião com deputados da base de sustentação e 20 representantes de entidades empresariais para avaliar o apoio ao projeto que eleva a alíquota básica de 17% para 19%. “Na minha perspectiva, esta reunião visa garantir que as entidades possam persuadir e apoiar a posição dos deputados. No entanto, mesmo que haja um sinal positivo, é inegável que algumas empresas vão se opor à aprovação do aumento da alíquota modal”, comentou Rigotto.

Quanto ao projeto pró-hospitalar, que busca permitir que as empresas destinem 5% do ICMS para hospitais e santas casas, Rigotto observou que essa medida não resolve efetivamente o problema, mas é válida para abordar os desafios econômicos do sistema de saúde estadual. “O grande problema é a tabela do SUS, que precisa ser reajustada”, concluiu.

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