Ardêmio Heineck: ato eleva pressão contra decretos do governo Leite

AUMENTO DO ICMS

Ardêmio Heineck: ato eleva pressão contra decretos do governo Leite

Consultor convoca empresários a participarem de mobilização em frente ao Palácio Piratini, no dia 1º de abril

Por

Atualizado sexta-feira,
22 de Março de 2024 às 15:27

Ardêmio Heineck: ato eleva pressão contra decretos do governo Leite
Empresário e consultor Ardêmio Heineck faz comentário da Rádio A Hora (Foto: Rodrigo Gallas)
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

O consultor e empresário Ardêmio Heineck convoca os empresários gaúchos a participar de ato, no dia 1º de abril, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, contra o aumento do ICMS. A data escolhida marca o ponto de partida do novo formato de cobrança.

A mobilização busca elevar a pressão sobre o governo de Eduardo Leite e agregar mais forças sociais para dizer “não” aos decretos que aumentam o ICMS sobre gêneros alimentícios.

Em comentário nesta sexta-feira, 22, no programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, Heineck fez críticas às políticas adotadas pelo governo estadual, enfatizando os impactos negativos decorrentes da interrupção dos créditos presumidos. Alerta para a necessidade de uma abordagem mais próxima da realidade da população por parte do governo.

De acordo com Heineck, a decisão do governador de interromper os créditos presumidos como medida para gerar receita é equivocada. Ele argumenta que essa abordagem é meramente imediatista, focada apenas em aumentar a arrecadação sem considerar as necessidades de desenvolvimento a médio e curto prazo. Além disso, ressalta que tais medidas não são acompanhadas por cortes de despesas governamentais, o que agrava ainda mais a situação.

O empresário alerta para o impacto direto no custo de vida dos gaúchos. Destaca o aumento dos preços da cesta básica devido aos altos valores de frete pagos pelas indústrias no estado em comparação com outros estados. Essa discrepância, segundo ele, compromete a competitividade da região e pode levar ao fechamento ou realocação de indústrias para locais onde a produção seja mais barata.

“Qualquer insumo que entra ou sai do estado enfrenta custos de frete exorbitantes, enquanto nossos concorrentes usufruem de tarifas muito mais vantajosas. Isso resulta em uma clara falta de competitividade”, ressalta Heineck.

Heineck também critica a influência das federações sobre o governo, alegando que muitas vezes esses órgãos representativos estão desconectados das necessidades da população e das entidades locais. Ele enfatiza a importância de uma abordagem mais prática por parte das autoridades, convidando-os a conhecer de perto a realidade dos cidadãos afetados pelas políticas governamentais.

“É hora de os políticos demonstrarem sensibilidade diante da crescente insatisfação popular”, destaca Heineck, incentivando a participação pública em uma manifestação marcada para o dia 1º de abril em frente ao Palácio Piratini, contra o aumento de impostos sobre alimentos. Ele encerra relembrando uma célebre frase do ex-deputado Ulysses Guimarães: “Tudo que um político não quer é uma questão pública contrária”.

Assista a entrevista na íntegra

 

Acompanhe
nossas
redes sociais