A simbologia de Boléro – de Ravel, nas Instituições

Opinião

Ivanor Dannebrock

Ivanor Dannebrock

Gestor Educacional e Integrante da Equipe Dale Carnegie

A simbologia de Boléro – de Ravel, nas Instituições

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Tenho especial predileção pela música clássica Boléro, de Maurice Ravel. Analiso o desenrolar da peça musical em epígrafe como sendo o cenário ideal de uma equipe que trabalha afinada. Durante a execução da música escutamos muitos instrumentos diferentes, cada um de cada vez, com o melhor resultado possível, após incansáveis horas de treino e ensaio. Com o passar dos 17 minutos da execução da peça, chegamos num momento em que os instrumentos iniciam uma aproximação, para finalmente chegarem no ápice, todos juntos entregando o melhor que a Orquestra Sinfônica pode atingir, e logicamente cada instrumento tendo a preocupação de continuar na mais alta qualidade de perfeição que cada músico possa atingir, onde todos treinaram e estudaram para interpretar a parte teórica, imediatamente mostrando o resultado prático, de olho no Maestro que rege todo o conjunto.

Todas as organizações, sem exceção, sonham com esse cenário de trabalho, afinidade e resultado de suas equipes. Mas invariavelmente nos deparamos com pessoas, os profissionais. A maior parcela com a preocupação dos integrantes da Orquestra Sinfônica, dando o melhor de si, estudando e aproveitando todas as oportunidades para melhorar sua performance. Outros entregando um resultado satisfatório, porém não excelente. E outra parte, sofrível, com resultados abaixo da média. Num recente levantamento feito pela EDC Group, editado na Forbes Store, analisando a geração Z, por exemplo, traz o resultado que já observamos nas instituições. A geração Z (entre 18 e 25 anos), apresentam maiores percentuais com comportamentos e características indesejáveis para as corporações, comparando com outras faixas etárias. Dos entrevistados, 25% não fazem nada além do contratado, terceirizando a responsabilidade para colegas de trabalho, caso precisem entregar alguma atividade no final do expediente. Em compensação são criativos e respondem bem em grupos de profissionais de idades diversas. Mas lembramos que tais características indesejáveis não são observadas apenas na geração Z. Temos uma parcela representativa em todas as gerações.

Nos EUA, 74% dos líderes entrevistados acreditam que a Geração Z é mais difícil de se trabalhar. Assim, a parcela desta geração que se enquadram nos 75% restantes, tem grandes possibilidades de ser reconhecida e ter uma carreira ascendente, basta esforço e foco. Vimos um investimento crescente de empresas no preparo e treinamento de seus colaboradores, para que eles tenham uma performance cada vez melhor. Infelizmente alguns não sabem valorizar ou acompanhar essa forma de investimento, chegando ao ponto de se desligar da empresa, enquanto outros precisam ser promovidos para o mercado de trabalho. Por isso, em todos os setores de instituições públicas e privadas, investir na formação continuada, em treinamentos, é cada vez mais premente.

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