ACI-E, a força do associativismo no desenvolvimento de Encantado

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ACI-E, a força do associativismo no desenvolvimento de Encantado

Atualmente, Bernardete Rissi ocupa a função de executiva de uma das mais atuantes entidades do município

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Atualizado quinta-feira,
11 de Fevereiro de 2024 às 14:03

ACI-E, a força do associativismo no desenvolvimento de Encantado
Bernardete é natural de Doutor Ricardo e tem duas filhas, Valentina e Helena (Foto: Diogo Fedrizzi)
Encantado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

“Nós defendemos e trabalhamos para quem gera riqueza, trabalho e renda”. A afirmação é de Bernardete Rissi, 47, executiva da Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E), entidade que completa 85 anos de atividades em 2024. Fundada em 2 de setembro de 1939, a ACI-E conta com cerca de 350 associados, entre empresas, empresários, profissionais liberais e empreendedores. “O associativismo é a união de esforços, união que já está intrínseca no povo encantadense”, salienta a profissional que está na função desde 2015.

O primeiro presidente foi David Pio De Nes e, desde então, mais de 30 nomes assumiram, voluntariamente, a posição de liderança. Em 2009, com a mudança do estatuto, a gestão da Associação passou a ser feita pelo Conselho Deliberativo (11 membros), Conselho Fiscal (4 integrantes) e Conselho de Núcleos. Neste ano, os conselheiros escolheram, entre os próprios integrantes, o presidente e a vice da diretoria executiva: Angelo Fontana e Raquel Cadore, respectivamente.

Entre as principais conquistas e bandeiras recentes da ACI-E, Bernardete cita a construção da sede própria, inaugurada em 2015; o projeto do videomonitoramento, com a instalação de câmeras de segurança na cidade; as iniciativas de auxílio aos associados durante a pandemia, que resultaram na criação do Programa de Desenvolvimento Econômico Local (Prodel); o forte posicionamento contrário ao modelo de concessão das rodovias estaduais e a defesa pela instalação do sistema de cobrança free-flow; o envolvimento da entidade em busca de incentivos por parte dos governos para as empresas atingidas pela grande enchente; e o plano de prevenção às cheias proposto pelo Comitê da Bacia Taquari-Antas.

A executiva também aponta a Suinofest e os Núcleos Setoriais como importantes marcas da ACI-E. Para ela, a Suinofest é um evento que movimenta grande volume de recursos em toda a região. “Antes de qualquer atrativo turístico de Encantado, nós já trazíamos o turista para a Suinofest. Ela gera emprego e renda para a nossa população. São cerca de 350 pessoas que trabalham no Salão Gastronômico”, argumenta. Atualmente, são seis núcleos ativos: Mulheres Empreendedoras SuperAção, Jovens Empreendedores, Saúde do Vale, Bem Receber, Turismo em Ação e Desenvolvimento de Pessoas. Esses grupos movimentam mais de 120 pessoas que se reúnem quinzenalmente em atividades de qualificação e troca de conhecimento. “É o associativismo na veia. Não enxergo mais a ACI-E sem os núcleos”, afirma.

Bernardete nasceu em Linha Bonita Alta, interior de Doutor Ricardo. Filha caçula de uma família de sete irmãos, a mãe tinha 44 anos quando deu à luz. Os pais eram produtores de suínos associados à Dália Alimentos. A doença do pai fez com que a família se mudasse para Encantado quando Bernardete tinha 4 anos. “Meu irmão mais velho tem 70 anos. Fui tia com 5 anos. Quando criança, convivia mais com meus sobrinhos do que com meus irmãos”, conta. Ela estudou na Escola Padre Domênico Vicentini e no Colégio Scalabrini, onde se formou em magistério. Nesse período, Berna, como é conhecida, chegou a dar aula particular para crianças e foi funcionária do supermercado Baldo e do antigo Jornal de Ofertas.

Em 1995, ao mesmo tempo que iniciava a graduação em Jornalismo, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, Bernardete atuou na área comercial do Jornal VS. A oportunidade lhe motivou a mudar para Publicidade e Propaganda, porém, não deu sequência. “Mesmo assim, continuei me especializando em cursos na ESPM e ali me descobri como vendedora. Hoje, estou executiva da ACI-E, mas sou vendedora”, reforça.

Em 2000, ela voltou para Encantado e abriu uma padaria em sociedade com a irmã. Depois, já grávida da primeira filha, a Valentina (ela também é mãe da Helena), mudou-se para Uruguaiana e cursou Administração de Empresas. Em 2008, recebeu proposta profissional em Balneário Camboriú, Santa Catarina, mas as enchentes da época lhe assustaram e optou por retornar a Encantado mais uma vez em 2009. Novas oportunidades surgiram no ramo de imobiliárias e no Sebrae, até que aceitou a proposta para ingressar na ACI-E.

Para quem sonha em empreender, Bernardete considera fundamental a pessoa entender do negócio e saber qual é a essência da empresa. “Mesmo em um mundo marcado pelo ambiente digital, a diferença ainda são as pessoas”, observa.

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