Risco de transmissão da dengue é considerado alto em Lajeado

NOVO LEVANTAMENTO

Risco de transmissão da dengue é considerado alto em Lajeado

O Aedes aegypti é o mosquito responsável pela transmissão de dengue, zika, chikungunya e febre amarela

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Atualizado segunda-feira,
05 de Fevereiro de 2024 às 17:44

Risco de transmissão da dengue é considerado alto em Lajeado
Foto: divulgação
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

O último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado em Lajeado, entre os dias 22 e 26 de janeiro, revelou uma situação preocupante: o risco de transmissão da dengue é considerado alto. O Aedes aegypti é o mosquito responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O levantamento, que é realizado no município de 3 em 3 meses, tem como objetivo avaliar a densidade da presença do mosquito Aedes aegypti e identificar possíveis focos de reprodução. Foram visitados aproximadamente 2.200 imóveis, incluindo residências, áreas públicas, estabelecimentos comerciais e terrenos baldios. A equipe responsável coletou 125 amostras com a presença de larvas da espécie Aedes aegypti, encontradas em 100 imóveis, sendo 95% residenciais.

Os resultados obtidos foram considerados preocupantes porque foi constatado um alto índice de presença do mosquito, com focos de reprodução identificados em diversos locais. Diante desse cenário, a equipe de agentes de combate às endemias e os agentes comunitários de saúde estão reforçando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Participação da comunidade

A conscientização da população é fundamental para o combate à dengue. Cada pessoa precisa ter a responsabilidade de cuidar de seu próprio ambiente, residência ou pátio, eliminando possíveis focos de reprodução do mosquito. A prevenção é a melhor forma de evitar a propagação da dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

– É fundamental que a população esteja ciente da gravidade da situação e esteja disposta a colaborar no combate ao mosquito. Ao adotar as medidas de prevenção, estaremos protegendo a nossa saúde e a de toda a comunidade. Juntos, podemos combater o Aedes aegypti e reduzir o risco de transmissão da dengue – alerta a coordenadora da Vigilância Ambiental do município, Catiana Lanius.

Dados do levantamento

Bairro / quantidade de focos de Aedes aegypti

Campestre / 14

São Cristóvão / 13

Conventos / 9

Montanha / 8

Florestal / 8

Santo André / 7

Olarias / 7

Morro 25 / 7

São Bento / 5

Centenário / 5

Bom Pastor / 5

Santo Antônio / 4

Planalto / 4

Jardim do Cedro / 4

Conservas / 4

Centro / 4

Imigrante / 3

Floresta / 3

Carneiros / 3

Universitário / 2

Igrejinha / 2

Alto do Parque / 2

Moinhos D’ Água / 1

Americano / 1

Total /  125

Medidas para prevenção

As visitas para orientação à população sobre os riscos e sobre medidas de prevenção está sendo realizada diariamente em conjunto com outras estratégias, como o bloqueio de transmissão com uso de inseticida nas áreas de transmissão viral e a borrifação de inseticida residual em pontos estratégicos e prédios públicos. Para que o combate seja efetivo, é fundamental a participação e o engajamento da população na eliminação dos criadouros do mosquito, pois a aplicação de inseticidas não é suficiente para controlar a proliferação do Aedes.

É importante ressaltar que a aplicação de inseticidas deve ser realizada por profissionais capacitados, seguindo as orientações do Ministério da Saúde e respeitando as normas de segurança. Além disso, é necessário que a população esteja informada sobre os riscos e benefícios desta medida, bem como sobre os cuidados necessários para minimizar os impactos ambientais e proteger os polinizadores, como as abelhas.

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