Transplante de útero: evolução e reprodução

ENTREVISTA | O VALE EM PAUTA

Transplante de útero: evolução e reprodução

Especialista em reprodução humana, Paulo Fagundes comenta sobre o aprimoramento dos métodos de reprodução

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Transplante de útero: evolução e reprodução
Foto: Mateus Rois

O especialista em reprodução humana Paulo Peres Fagundes, esteve presente no programa o Vale em Pauta, da Rádio a Hora 102.9, desta sexta-feira, 2, para falar sobre transplante de útero: evolução e reprodução.

Para iniciar a conversa, é citado o caso do nascimento do primeiro bebê, gerado em um útero transplantado. O caso aconteceu na Espanha e a genitora era portadora da síndrome de Mayer-Rokitansky, que afeta o desenvolvimento do sistema reprodutor feminino, principalmente o útero e o canal vaginal. A cirurgia para esse tipo de transplante é considerada uma técnica muito dificultosa e em razão disso há baixas adesões e casos de sucesso.

Sobre métodos de realização de procedimentos, nas palavras do Dr. Paulo, a cirurgia robótica é um avanço para realização de transplantes de órgãos. Realizar a cirurgia por esse método, é a certeza de melhores resultados. “O robô consegue nos dar ângulos diferentes de imagem, então a gente consegue operar com melhor qualidade o paciente.”

Assim como a utilização da cirurgia robótica, a avaliação da saúde do embrião anterior à fecundação também é uma evolução positiva nos métodos de intervenção. Essa qualificação é recomendada a mulheres que estão passando pelo processo de gravidez tardia, onde há maiores riscos do bebê nascer com alguma síndrome.

É importante ressaltar, que os avanços também ocorreram para os homens através dos equipamentos de micromanipulação de gametas, por exemplo. Que através desse mecanismo que possui uma agulha sete vezes mais fina que um fio de cabelo, consegue pegar o espermatozoide e injetar dentro do óvulo.

O médico especialista em reprodução humana, afirma que “a única coisa que a gente não consegue mudar na reprodução, é a idade do óvulo”, fator esse que é o de maior impacto no sucesso dos casos e recomenda que o congelamento de óvulos seja realizado até os 33 anos de idade, que é considerado a época com melhor qualidade e quantidade.

Acompanhe a entrevista na íntegra

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