Levantamento aponta aumento de 260% nos focos de mosquito em Taquari

COMBATE À DENGUE

Levantamento aponta aumento de 260% nos focos de mosquito em Taquari

Situação preocupa serviço de endemias que aguarda resultados da análise das amostras que avaliará se trata-se do aedes aegypti

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Atualizado segunda-feira,
29 de Janeiro de 2024 às 17:02

Levantamento aponta aumento de 260% nos focos de mosquito em Taquari
Foto: Assessoria de Imprensa/Divulgação
Taquari

Agentes comunitários de Saúde e de Endemias realizaram, na semana passada, o primeiro Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRA) do ano.

O trabalho consiste em buscar informações, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue Chikungunya, Febre pelo vírus Zika e Febre Amarela.

Foram visitados 1.099 locais no município, conforme sorteio realizado pela coordenação do programa de prevenção e coletadas 108 amostras de larva de mosquito. O material passará por análise no laboratório da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), que vai apurar se trata-se ou não do Aedes aegypti.

No mesmo período do ano passado, foram 30 amostras coletadas em 1.636 casas visitadas. O aumento no número de focos de mosquito em relação a 2023 foi de 260%.

A agente de endemias, Cláudia Helena da Silva, ressalta que a visita não ocorre em todas as casas porque é realizado um sorteio dos locais a serem vistoriados, mas é necessário que todas as pessoas revisem os pátios de suas residências e denunciem situações de criadouros do mosquito transmissor das doenças. Ela explica ainda que a combinação de calor com a frequente chuva favorecem a proliferação do inseto, associados à falta de temperaturas baixas no inverno, próximas de 0 °C, o que não foi suficiente para eliminar os mosquitos.

“Revisem os terrenos com regularidade para reduzirmos o foco do mosquito, verificando calhas, pneus, qualquer recipiente que acumule água”, salienta a agente de endemias. No ano passado, Taquari teve oito casos de dengue, sendo sete importados (contraídos em outro município) e um autóctone (contraído em Taquari).

O Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

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