Falta pressão regional sobre a RGE

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Falta pressão regional sobre a RGE

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Não se trata de criminalizar a concessionária. Longe disso. Apesar dos pesares, foram muitos os investimentos e melhorias nos últimos anos. Mas se trata, sim, de uma cobrança muito mais incisiva, intensa, barulhenta, e de forma organizada e estratégica para garantir a todo o Vale do Taquari um atendimento mais condizente com o desenvolvimento regional. Até o momento, o que se viu foram ações individuais por parte de gestores e presidentes de entidades. E muitas dessas são louváveis, sim, mas ainda não houve, por exemplo, uma reunião extraordinária por parte das associações representativas dos municípios, e tampouco das associações representativas dos setores produtivos. Por ora, está fácil e cômodo para a RGE fazer do jeito dela e sem ser minimamente importunada. Falta pressão regional sobre a RGE, reforço!

Secretários e/ou candidatos II

Já escrevi sobre a tendência de – ao menos – quatro secretários municipais de Estrela deixarem seus respectivos cargos até o fim de março: Felipe Diehl (PL), da Fazenda; Daniel Silva (MDB), da Sedis; Osmar Müller (MD), da Obras; e Avalício Wille (MDB), da Agricultura. Tudo em função do calendário eleitoral, que exige a exoneração desses servidores dentro do prazo de seis meses anteriores ao pleito. Em Lajeado, o número deve ser menor. Entre os secretários de Marcelo Caumo (PP), Fabiano Bergmann (PP) – o segundo vereador mais votado em 2020, com 1.623 votos – e Luís Benoitt (PL) são os que mais flertam com eventuais candidaturas a vereador e/ou vice-prefeito. Aliás, Benoitt já colocou o nome à disposição para concorrer à principal cadeira do Executivo.

SESC mais próximo do Hotel Weiand

O SESC/RS não quer pagar mais de R$ 20 milhões no imóvel do antigo Weiand Turis Hotel, ou simplesmente Hotel Weiand. Localizado em uma privilegiada e valorizada área entre as Av. Sete de Setembro e Castelo Branco, no bairro Moinhos, em Lajeado, o complexo hoteleiro foi fechado de forma abrupta em julho de 2020 e não há projeção – por parte das proprietárias – de reabrir o histórico empreendimento. Portanto, e mesmo com algum litígio familiar envolvendo a posse e controle sobre a edificação e o terreno, a venda é, sim, inevitável. Inclusive o SESC/RS já reservou cifras em 2024 para concluir o investimento. Uma cifra superior aos R$ 20 milhões, é claro, já que serão necessários diversos serviços de manutenção, reformas e mudanças internas e externas.

Furtos e investimentos

Moradores de Encantado e Lajeado procuraram a redação do Grupo A Hora para reclamar da recorrência de pequenos furtos em áreas centrais. Em solo lajeadense, por exemplo, as queixas se referem a trechos de ruas localizadas entre o belvedere do Rio Taquari e o Parque dos Dick. Em tempo, e na ausência de efetivo suficiente à segurança local, mais investimentos em videomonitoramento e a implantação da Guarda Municipal são boas saídas para a problemática.

Por ora, “só” oito partidos

A cidade de Estrela já possui oito siglas partidárias constituídas e legalmente registradas junto ao TSE. Além do MDB, o partido que hoje comanda a prefeitura municipal, estão “legalizados” o PT, o PL, PSD, PSB, PP, Republicanos e PDT. O União Brasil, por exemplo, comandado pela ex-secretária e pré-candidata a prefeita, Carine Schwingel, está em processo de estruturação na cidade e a homologação da comissão provisória deve ocorrer ainda em janeiro. E há quem espere pela concretização do Partido Novo, que pode apresentar Jair Wermann como pré-candidato a prefeito.

TIRO CURTO

  • O governo de Lajeado realiza dia cinco de fevereiro a licitação referente à “pavimentação asfáltica do alargamento da Rua Pedro Theobaldo Breitenbach”, no bairro Conventos.
  • O Ministério Público visita alguns municípios para “acompanhar e fiscalizar o cumprimento de Recomendação referente ao Convênio Mata Atlântica”. Em análise, o licenciamento para o manejo da vegetação nativa.
  • Na sessão da câmara de Arroio do Meio, o vereador Nelson Backes (PDT) elogiou a RGE por serviços realizados na localidade de Rui Barbosa há cerca de um ano e meio. Mas, e devido ao momento atual, o elogio não pegou bem entre alguns clientes da concessionária. Faz parte!
  • Um dos últimos movimentos do ex-prefeito de Lajeado, Luís Fernando Schmidt (PT), visava mudanças na gestão do Parque do Imigrante. O projeto de lei previa a “concessão” de uma área de 13,5 mil metros do valioso imóvel à Acil, CDL, Sindilojas/VT, CIC/VT, Sinduscon, Alsepro, Sindicabes, Rotary Club Integração, Lions Clube Florestal e JCI Lajeado, para a posterior construção de um centro comercial e social.
  • Em tempo, e ainda sobre a proposta de concessão de uma parte do Parque do Imigrante. O presidente da Acil à época era o hoje vereador Alex Schmitt (PP), e foi um dos proponentes daquela instigante ideia. E ele ficou bastante decepcionado com a votação no plenário, que rejeitou a ideia.
  • Presidente do Codevat, Luciano Moresco provocou o Ministério Público e foi informado pela Subprocuradoria Institucional do MP/RS que já está em avaliação o pedido de uma audiência pública para debater o contrato e o serviço da RGE no Vale do Taquari.
  • O governo do prefeito Elmar Schneider (MDB) notificou pela terceira vez a RGE. A primeira foi um junho de 2021, com ajuizamento de ação civil pública. A segunda foi em janeiro de 2022. E a terceira ocorreu após o assustador temporal na noite dessa terça-feira.

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