A avaliação do primeiro free flow no Brasil

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

A avaliação do primeiro free flow no Brasil

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A cobrança automática dos pedágios por meio do free flow será implantada no Vale do Taquari após intensas pressões de entidades e líderes regionais. E muitas dúvidas e preocupações ainda pairam no ar sobre a funcionalidade e agilidade da inovadora ferramenta. Sobre isso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres já possui alguns dados interessantes sobre o primeiro trecho contemplado com o modelo, localizado na BR-101, na rodovia Rio-São Paulo. Em dezembro, a entidade publicou um relatório feito em conjunto com concessionária CCR RioSP referente ao primeiro semestre do experimento. Entre as informações, as principais queixas, as formas de pagamento predominantes e, também, as taxas de evasão e inadimplência. E os dados são instigantes, reforço.

No período é possível identificar que o meio de pagamento mais utilizado foi a cobrança automática por meio do Tag, com 67,46%. Na sequência veio o Pix, com 27,44%; o cartão de crédito com 4,47%; cartão de débito, com 0,25%; entre outros. Ou seja, os motoristas estão cada vez menos resistentes ao Tag, cuja utilização não é uma novidade entre os gaúchos, pois muitas praças de cobrança já possuem ao menos uma passagem para quem opta pela ferramenta. Outra dado interessante aponta que, da receita total do período (e sem levar em conta a ainda preocupante média de 11% de inadimplência), apenas 9,3% foram recebidas após o período de 15 dias, ou seja, com atraso. Além disso, a evasão por Tags bloqueadas ou falhas no sistema ainda preocupa.

Apesar dos pesares, a experiência teve uma avaliação considerada positiva pela concessionária e também por parte da agência reguladora, especialmente com relação à segurança e fluidez no trânsito. E o melhor: os problemas verificados pelos responsáveis já podem servir de baliza para errarmos o mínimo possível em nosso processo de concessão regional.

“Excelentes nas desculpas, e péssimos na solução dos problemas”

A frase é do diretor comercial de uma das principais empresas do Vale do Taquari, e se refere ao serviço prestado pela Rio Grande Energia (RGE) na região. Peter Hassmann, da Metalúrgica Hassmann S.A., com sede em Imigrante, resume em poucas palavras o sentimento de muitos clientes – por obrigação – da distante concessionária do grupo CPFL Energia, que é controlado pela State Grid Corporation of China (SGCC) por meio de suas subsidiárias State Grid International Development Co., Ltd, State Grid International Development Limited (SGID), International Grid Holdings Limited, State Grid Brazil Power Participações S.A. (SGBP) e ESC Energia S.A..

Novos hotéis ao Vale do Taquari

Que o turismo ganhou novas proporções e oportunidades no Vale do Taquari já não pode ser encarado como uma novidade. Desde o içamento do busto do Cristo Protetor, em Encantado, os olhos do estado, do país e algumas partes do mundo começaram a enxergar novas possibilidades de negócios entre nossos vales e montanhas. E, por óbvio, isso também chamou a atenção de grandes bandeiras do setor hoteleiro – além de provocar novos empreendimentos por parte dos empresários locais. A rede Laghetto, por exemplo, vai se instalar quase aos pés do monumento religioso. E outras marcas de renome avaliam pontos estratégicos. Entre essas, a conceituada rede Mercure.

Secretários e/ou candidatos

Na edição de ontem publiquei sobre eventuais exonerações de secretários municipais de Estrela com vistas às eleições. E citei os seguintes servidores como propensos candidatos às vagas da câmara: Daniel Silva (Sedis), Osmar Muller (Obras) e Avalício Wille (Agricultura), pelo MDB; Comandante César (Administração) e Felipe Diehl (Fazenda), pelo PL; e Joel Mallmann (Cultura) pelo PDT. E, após a publicação, e em contato com este colunista, os partidos “descartaram” as candidaturas de Cesar (PL) e Mallmann (PDT). Sobre os demais, a possibilidade é maior.

 

 

TIRO CURTO

  • Em Lajeado, o Executivo publicou sexta-feira no Diário Oficial o “distrato bilateral” referente ao prédio que abrigava a Sedetag, Procon, Central do Empreendedor, Junta Comercial e SIM, na Rua Júlio de Castilhos, e que foi atingido pelas históricas enchentes de 2023. Um movimento que já vigorava desde o dia 13 de setembro passado. E não envolve apenas o setor o público.
  • Interessante a simulação coordenada por engenheiros da Certel junto à barragem de Bom Retiro do Sul, e que sustenta a possibilidade de reduzir em 21 centímetros o nível do Taquari em dias de enchentes (caso as comportas sejam abertas com antecedência). Não é a salvação da lavoura, é claro, mas pode ser o início de uma série de pequenos movimentos em prol da segurança regional.
  • Prefeito de Arroio do Meio, Danilo Bruxel (PP) está cada vez mais ativo nas redes sociais. Para alguns articulistas, é um claro sinal de candidatura à reeleição. Já o provável adversário, Sidnei Eckert (MDB), ainda estaria em busca de um candidato a vice-prefeito. E não descartaria conversas com o PT e o PL. Além, claro, de avaliar uma chapa pura do MDB.
  • Em Encantado, a vereadora Andressa de Souza (MDB) cobra explicações sobre a compra, por parte do Executivo municipal, de “cestas de alimentos” com recursos da Defesa Civil federal. Ocorre que a empresa escolhida por meio de dispensa de licitação possui sede em Relvado.
  • Também sobre Encantado, o prefeito Jonas Calvi (PSDB) é o único gestor do Vale do Taquari já inscrito na comitiva de representantes regionais que visitará a Barragem 14 de Julho, entre Bento Gonçalves e Cotiporá, às margens do Rio das Antas. A importante visita ocorre no dia 24 de janeiro.

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