Visões de brasileiros sobre sua terra

Opinião

Marcos Frank

Marcos Frank

Médico neurocirurgião

Colunista

Visões de brasileiros sobre sua terra

Por

Justiça

Rui Barbosa: 
“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”(…)
“A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta… A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda.”

Povo Brasileiro

Machado de Assis:
“Um dos defeitos mais gerais, entre nós, é achar sério o que é ridículo, e ridículo o que é sério, pois o tato para acertar nestas coisas é também uma virtude do povo.”

Mário de Andrade: “Macunaíma é um herói sem caráter: mentiroso, traíra, ladrão, vingativo, egoísta, quer levar vantagem em tudo, é guiado pelo prazer, pelo medo e pelo oportunismo.Macunaíma não tem um caráter definido, em suas viagens, passa por diversas metamorfoses para se beneficiar.”

Millor Fernandes: “A sociedade brasileira é das mais curiosas do mundo. Mal tem condição de te dar um emprego de salário mínimo.Mas, se um pobre transgride suas regras, bota-o numa prisão que custa seis salários mínimos.” Mesmo assim “ o brasileiro é o único ser humano que acredita que pode se aperfeiçoar.”

Imprensa

Paulo Francis : “Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma.”

Futuro

Roberto Campos: “A psicologia de berçário, que herdamos do hino nacional (gigante… deitado eternamente em berço esplêndido …) e o ufanismo das riquezas naturais (as quais são apenas recursos à espera de investimentos), que mamamos nos livros escolares, têm agido como narcotizantes da vontade nacional de desenvolvimento, transformando-nos no país do futuro, enquanto afanosamente conquistam o presente. Infelizmente, como já disse: a chupeta do otimismo é mau substituto para a bigorna do realismo”(…) Infelizmente “Persistem em nossa cultura e em nosso caráter elementos antagonísticos ao desenvolvimento. O primeiro desses elementos é o baixo nível de racionalidade de nosso comportamento, associado talvez ao tipo de educação beletrista e memorativa. A capacidade de exteriorizar emoções é mais prezada que a capacidade de resolver problemas” .

Arte

Mário Quintana: “E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão…”

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