Um ano para não esquecer

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Um ano para não esquecer

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O ano de 2023 precisa ser um divisor de águas ao Vale do Taquari. É um ano para não esquecer. A trágica enchente de setembro não pode jamais sair da pauta regional. É preciso manter viva e de fato respeitar a memória de cada uma das mais de 50 pessoas mortas pelas águas e entulhos do Rio Taquari, e debater de forma intensa, responsável e contínua sobre novas – e velhas – formas de mitigar e minimamente controlar os efeitos das próximas enchentes. Hoje a região ainda tem uma dívida histórica com todos os milhares de impactados pelas recentes catástrofes geradas pela força da natureza. É bom lembrar. Foram dezenas de mortes e bilhões em prejuízos estruturais e financeiros. Não podemos esquecer aqueles nebulosos dias, reforço, sob o risco de permitirmos novas mortes e outros bilhões em perdas econômicas. Precisamos aprender com a dor e reagir com planos e estratégias alinhadas em âmbito regional. É esse o meu desejo para 2024.

Olhos ao “São Cri”

Em Lajeado, o bairro São Cristóvão recebe uma interessante gama de novos investimentos. Com amplo destaque ao pujante e inovador setor imobiliário. E isso precisa ser melhor avaliado pela Secretaria de Planejamento e Urbanismo (Seplan), especialmente no quesito “mobilidade urbana”. Assim como já ocorrera em outras regiões, não é prudente aguardar os problemas para só então agir.

MDB avalia “teto e piso” do PT

A possível aliança entre o MDB e o PT em Lajeado segue em constante análise por parte dos respectivos líderes partidários. E são muitos os critérios a serem analisados. Pelo lado do MDB, por exemplo, os articulistas calculam o “teto” e o “piso” de apoio popular (leia-se votos projetados) alcançados pelo PT. Ao cabo de tudo, as limitações de ambos serão cruciais à decisão final.

Democracia x Emendas

Os vereadores de Encantado resolveram inovar e copiaram um maquiavélico sistema utilizado faz anos em Brasília. Eles instituíram as famigeradas “emendas impositivas”. Ou seja, cada parlamentar ganhou o suspicaz direito de distribuir uma fatia do orçamento do município, uma prerrogativa histórica do Executivo. Para ser mais claro, cada vereador pode repassar – sem estudos prévios para justificar os gastos – recursos para reformas, pavimentações, entidades, associações, sociedades civis organizadas, ligas, clubes, comunidades, corais, CTG´s, conselhos e até escolas de samba. Em resumo, e de forma individual ou por meio de bancadas, os atuais legisladores distribuirão a bel prazer mais de R$ 1,8 milhão aos eleitores durante o ano eleitoral. E eu questiono: isso é correto?

Confiança em Taquari

A “cidade-mãe” do Vale do Taquari segue firme na retomada do protagonismo. Nessa sexta-feira, por exemplo, o governo municipal celebrou a assinatura de mais um Termo de Incentivo às empresas. Desta vez, o benefício foi concedido à TK Pneus. O município disponibilizará 40 mil metros cúbicos de terraplanagem e aterro sobre um imóvel às margens da Rodovia Aleixo Trocha. No local, a empresa construirá uma edificação de 10 mil metros quadrados para a nova sede. Com isso, o Executivo assegura novos – e milionários – investimentos e dezenas de novas vagas de emprego.

TIRO CURTO

  • Vereador de Encantado, Cris Costa (PSDB) está de férias. E, durante o breve período de descanso, ele vai refletir sobre um possível desafio: assumir a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento após a saída de Charles Rossner.
  • Elmar Schneider (MDB), Carine Schwingel (União Brasil) e Valmor Griebeler (Republicanos) devem mesmo ser as principais frentes no pleito municipal de Estrela em 2024.
  • Em Forquetinha, o prefeito Paulo Grunewald (PP) vai para o oitavo ano de mandato sem maioria na câmara e sem o comando da Mesa Diretora. Algo inédito durante os dois mandatos do Progressista. E justamente no ano eleitoral. Aliás, o MDB e o PL tendem a se beneficiar com um eventual “troca-troca” de partidos entre vereadores muito bem votados.
  • O governo de Vespasiano Corrêa projeta novos asfaltamentos na estrada que leva até o Viaduto 13, um dos principais pontos turísticos do Vale do Taquari.
  • E a nova ponte entre Arroio do Meio e Lajeado? Taí um bom debate para os prefeitos em 2024.
  • Lajeado também terá mais um ano para decidir pela implantação – ou não – da Guarda Municipal. Há bons argumentos por parte de quem defende e de quem rejeita a proposição. Eu escolhi a trincheira de quem defende. Mas com ressalvas, é claro. Um bom fim de ano a todos!

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