Após duas cheias, Lorenzon Plásticos projeta expansão

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Após duas cheias, Lorenzon Plásticos projeta expansão

Empresa planeja aumentar a produção e número de funcionários e avalia exportar seus produtos

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Após duas cheias, Lorenzon Plásticos projeta expansão
Atualmente, a organização encantadense gera mais de 100 empregos diretos. (Foto: arquivo)
Encantado
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Elencada entre as maiores empresas de Encantado, a Lorenzon Plásticos planeja ampliar os negócios no próximo ano. Após enfrentar duas enchentes que causaram perdas enormes, o empreendimento que surgiu em abril de 2005 se prepara para retomar o crescimento exponencial que já registrava nos últimos anos. Especializada em sustentabilidade, 90% da produção gerada é destinada para indústrias gaúchas, e o restante para Santa Catarina e Paraná. Atualmente, a organização encantadense gera mais de 100 empregos diretos.

O sócio-fundador, Cesar Lorenzon, conta que até setembro o crescimento da empresa se mantinha nos 10%, taxa semelhante aos anos anteriores. “Íamos entrar com novas linhas ali por outubro, quando atingimos nosso pico de produção e vendas. Então veio a enchente e aí só conseguimos trabalhar na limpeza. Em outubro voltamos, mas em novembro aconteceu de novo. Mesmo com tudo isso ficamos apenas um pouco abaixo de 2022”, revela.

Os materiais que chegam a Lorenzon Plásticos são oriundos de cooperativas de reciclagem, de empresas e de aparistas de papelão. Na indústria, os resíduos passam pelo processo de separação, classificação, lavagem, moagem, extrusão e transformação em matéria-prima para servir às indústrias automobilísticas, moveleiras, higiene e limpeza, embalagens, entre outras.

Além de ampliar a matriz instalada na Rua Coronel Sobral, o empresário também projeta aumentar a estrutura da filial construída no Lago Azul. “Nós já tínhamos uma previsão de aumento de produção e pessoal. Agora em 2024 isso segue, estamos com novos equipamentos e temos boas perspectivas”, aponta.

Com o crescimento no faturamento, a abrangência da empresa ao nível nacional não é descartada. “Uma projeção para começar a exportar é estudada. O nosso setor quer sustentabilidade e nós fornecemos o material ambientalmente correto. Acreditamos que cada vez mais o mundo todo vai valorizar nosso trabalho. E depois de um ano como esse, saímos mais fortalecidos para enfrentar diversos desafios”, complementa Lorenzon. Em toda a cadeia produtiva, são cerca de 1 mil empregos indiretos, de pessoas que se beneficiam da atividade, desde catadores, aparistas e recicladores.

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